terça-feira, 8 de junho de 2010

recolha da água da chuva


Retornou a chuva, há que a aproveitar!

Pus as plantas de interior no pátio, durante um bocado, para ficarem livres do pó (ai o velhaco do pó, que, é  minha firme convicção, pela experiência quotidiana, quanto mais se limpa mais ele prolifera!
Coloquei também no pátio, para recolha da água, duas vasilhas de plástico, cujo conteúdo servirá, consoante a quantidade, para a gaiola do canário, para a taça da Íris (a minha cadela), as tartarugas, o ferro de engomar e para o que mais me aprouver.

Sei que já postei neste cantinho sobre a matéria em questão, mas resolvi tocar novamente no assunto, porque afinal há pequenos gestos que fazem a diferença, né?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Saúde ou falta da mesma...


Queria partilhar convosco situações, ocorridas esta manhã, relacionadas com saúde, ou, mais propriamente, falta da mesma. Isto, porque todos os dias se tem conhecimento, designadamente através da comunicação social, de procedimentos menos correctos, por parte de profissionais de saúde. Ora, quando se é atendido com profissionalismo e cortesia, encontrando-nos fragilizados, por doença nossa ou de um ente querido, entendo que também devemos de passar a palavra, para que se saiba que "há de tudo, como na farmácia", na área da saúde, em Portugal.
Tenho uma pessoa amiga, que foi sujeita recentemente a uma cirurgia ao intestino, tendo ficado ostomizada. Vê-se perante uma situação para a qual não estava preparada (e quem estará?), consequentemente cheia de dúvidas. Ligou-me, algo desorientada, e eu não soube esclarecê-la. Tratei de pesquisar na net e encontrei um local, para o qual telefonei. Fui atendida com eficácia, amabilidade e profissionalismo. Muito obrigada, Srª Enfermeira I....., do Gabinete de Estomaterapia do I.P.O. de Coimbra!
A outra situação ocorreu no Centro de Saúde de Alfena, onde tenho a minha enfermeira de família, que é um espectáculo, sendo que até me esqueço (um pouquinho) que tenho fobia a agulhas...
Não é tudo mau, né?

domingo, 6 de junho de 2010

Onde andam as nêsperas (ou magnórios), docinhas?


Encontro-me a tomar um "chá", divinal, de menta, trazida por uma das filhotas de um mercadinho de rua em Marrocos, que me perfumou a cozinha. e dei por mim a interrogar-me: "onde andam as nêsperas (ou magnórios), docinhas, com pedrado e não calibradas, que comia há uns anos atrás? Isto, porque comi hoje um desses frutos, agradável à vista, de pele muito regular, mas sensaborão, tanto que nem peguei em nenhum dos outros que se encontravam na fruteira, todos de igual tamanho, sem sombra de qualquer mancha na pele!
Desde sempre que, em casa, lhe chamámos nêsperas e, só quando vim para os lados da Invicta cidade soube que, por aqui, dão-lhe o nome de magnórios. É curioso como, de região para região, varia o vocabulário! Tenho até uma história engraçada, sobre o assunto, passada com um familiar, que, vindo de Coimbra, perguntou a uma vendedora numa praça aqui do Norte o preço das nêsperas, e, a senhora, muito ofendida, retorquiu-lhe: "nêspera tem a sua mulher ao fundo da barriga", resposta essa que "ficou" na família e, de vez em quando, lá vem à baila. Certo é que continuo a interrogar-me: "onde andam as nêsperas (ou magnórios), docinhas...?".

sexta-feira, 4 de junho de 2010

chegou a almejada bateria da máquina fotográfica!


Chegou a almejada bateria da máquina fotográfica!

Veio trazida pela Chronopost, à hora marcada, entregue por um funcionário simpático, e, por estes dois factores, os meus parabéns a esta empresa sedeada em Alfena, sim, porque pontualidade e simpatia, são qualidades algo arredadas do dia a dia. Quantas vezes tenho ficado horas e horas à espera de, por exemplo, quem ficou de vir arranjar um electrodoméstico (os velhacos dos meus electromésticos teimam em avariar constantamente)! Quanto à simpatia, não gosto de servilismos, mas  falar com alguém que tenha um semblante sorridente, cativa-me. Sorrir, por enquanto ainda não paga imposto, né?

Agora tenho um novo desafio a vencer, que é o de lidar com a máquina fotográfica. Não tenho grande aptidão para o efeito, mas, por outro lado, tenho tantas coisas a que gostaria de tirar fotos, que sei que vou conseguir. Será desta que o meu blogue sobre artesanato, vai ter continuidade? Parece que vai mesmo! E o blogue de culinária, complementado com fotos, também sairá mais apelativo, certo? Mesmo o "conversaqui" melhorará com a introdução de fotografias, tiradas pela titular do blogue, euzinha mesmo!

Esperem para ver...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

divagações (continuação)


Vou transcrever mais uma parte de umas divagações minhas, escritas num bloco, durante a viagem recente a terras Suecas.
"Há um pormenor desta viagem, que me marcou muito, pela positiva (sabe mesmo bem sentir-me marcada, pela positiva!). Tivemos um intervalo de umas horas, entre dois voos, em Bérgamo, desconhecida para mim e para o meu marido, mas já  descoberta pela filhota que nos acompanhava e nos dizia que era impensável não visitarmos a parte histórica da cidade. Lá fomos e realmente fiquei deliciada. Aqueles pavimentos, nem consigo descrevê-los, só aconselho que, quem não conhece dê um pulinho até lá. Os monumentos são magníficos e o capuccino tomado numa esplanada local foi o melhor que tomei até hoje, se bem que só muito esporadicamente tomo essa bebida, mas encontrava-me  em  Itália... era forçoso tomar um, né?
A Joana é uma boa cicerone,  até me convenceu a andar de funicular.

E lá vou eu deixar a filha Benjamim em terras Escandinavas, onde se encontra já algum tempo, dando um pulinho a Portugal, sempre que possível. O ninho paterno anda tão despido! As filhas só passam por ele "em trânsito". Aprenderam a "voar" e andam a construir os seus próprios ninhos, como é natural, mas, quando as tenho por perto, como aconteceu no baptizado da Leonor, onde se juntaram as três, sinto-me muito feliz. Penso que também é natural, né?
Estou na sala da recepção do hotel, gatafunhando, como diz o meu marido e vou também reparando nas pessoas que vão aparecendo, muitas delas descalças. É curioso como os hábitos são tão diferentes de País para País. Aqui, ao entrarem em casa, neste caso no hotel, tiram o calçado, ficando só em meias. Ao lado está a sala das refeições, self-serving, e lão andam eles, na maioria descalços!"

Por hoje, fico-me por aqui. Mas o caderninho acompanha-me sempre e penso dar continuidade às transcrições dos meus apontamentos, aqui neste cantinho. Desculpem os erros gramaticais e até de grafia (que horror), mas vou tentar recuperar a minha boa redacção, sim, porque eu redigia sem lapsos, só que já há muito tempo!






Voltou a rinite da Nôr!


Voltou a rinite da Nôr!
Ontem à noite os papás tiveram de lhe aplicar nebulizações e a pequena fez-lhes saber que não estava em condições de ir socializar com os amiguinhos do Infantário. A mamã, sua porta-voz, telefonou hoje, cedinho, para vir ficar com ela. E cá me encontro, com a amiga que quase sempre me acompanha. Neste momento a miúda está muito sossegadinha e calada...a dormir a sua sesta. Até então foi para aqui um desacato que nem calculam! Tenho os tímpanos seriamente afectados, mas, por certo, será uma situação temporária. O "cão" continua teimosamente a trincar-me a lombar. É que a menina continuou com o filme de ontem! Grita ao mudar a fralda, altura em que aproveita para nos pontapear, grita quando é contrariada, e tem de o ser bastas vezes, grita porque não quer beber água, nem comer, situação estranha, é a primeira vez que lhe escasseia tanto o apetite; noutras situações em que se encontrava doentita, felizmente poucas, conseguia sempre dar-lhe de comer!  Mas estou aliviada porque até ao momento que que caíu nos braços de Morfeu, não veio ninguém tocar à campainha, inquirir sobre eventuais maus tratos infantis! Felizmente não tem tido temperatura e o narizito necessita constantemente de ser assoado, sinal de que o soro fisiológico, colocado muito a custo, está a ajudar.
A colecção de presépios da princesa-rainha, que a mamã lhe iniciou e os livros do papá, que gosta tanto deles, tiveram de ser desalojados para um local inacessível à Leonor, que, embora ainda não caminhe, anda sentada, com as perninhas "à chinês" e a mão esquerda a ajudar, qual remo, e, desse modo, alcançava os preciosos presépios e os idolatrados livros!

Está a crescer, a nossa garota! A sua roupita vai levar uma volta, para que se possa arranjar espaço para a que lhe serve, e é muita. já que no aniversário e no baptizado foi presenteada com vestuário bem fixe, e para encaminhar para outras bebés, mais pequenas, aquela que já não pode vestir. Na família foi sempre prática corrente ceder-se a roupa que está em bom estado e que, por qualquer motivo, não usamos, a quem dela necessita, e queremos transmitir esse hábito à Nôr, o da partilha!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Estou atordoada!


Estou atordoada e também semi-entrevada, com dores na coluna (lombar e cervical). Não, o atordoamento não está relacionado com as vertigens que me atacam de quando em vez e as dores na coluna, que é tão sinuosa como aquelas estradas recheadas de curvas e contra curvas, atormentam-me quando faço algum esforço físico!
Ora, o estado precário em que me encontro deve-se ao facto da neta ter ficado constipadita, e com temperatura (ontem), tendo a mãe sido chamada ao infantário para recolher o seu rebento! E assim fui convocada para ir tomar conta da miúda, porque afinal não é só ser detentora do título de avó, há que  cumprir os deveres inerentes a essa função, e afirmo-vos que é o melhor que nos pode acontecer: ser avó!
A temperatura da neta manteve-se normal, só os olhinhos remelados e as "velas constantemente acesas" no narizito é que denunciavam a  sua constipação ou virose, não sei bem (agora, pelos vistos, não há constipações como antigamente, mas sim viroses).
O problema maior é que a pequena, com os seus 12 meses e meio, está naquela fase das descobertas. Quando contrariada, o que acontece muitas vezes, grita como uma possessa. Estive sempre à espera que alguma Entidade Policial tocasse à campainha, alertada por um morador mais zeloso, do prédio, que pensasse haver maus tratos infantis (com as notícias que são propaladas todos os dias, as pessoas andam alarmadas e não me admirava nada), mas tive sorte e não me apareceu ninguém a quem tivesse de convencer que os gritos que a pequena emitia, deviam-se unicamente ao facto de eu não a deixar desmantelar a casa aos papás, como ela queria fazer. Houve períodos em que me passou pela cabeça que a criança teria futuro a implodir edifícios! Com os olhos sempre em cima da menina, para não se magoar, não pude evitar que, com os seus movimentos super rápidos, rapasse um comando de T.V., de cima da mesa, e o tentasse comer! Houve uma altura em que se portou lindamente...a da sesta! Para lhe mudar a fralda é um filme. Eu de joelhos no chão, qual penitente, e ela deitada (à força) no sofá, assemelhando-se a uma contorcionista circense e gritando sempre. Com jeito, tentando distraí-la, como se isso fosse possível, tentava fazer a operação, que vos poderá parecer simples. Com aquela mãozitas irrequietas arrancava as partes das fraldas que colam, e lá tiveram de ir umas quantas fora, por utilizar. Ponderei a hipótese de a deixar sem fraldas, mas não me pareceu viável, porque iria sujar-se toda e a casa, além de desarrumada também ficaria conspurcada. Descartei essa idéia e, com muita persistência, fui conseguindo colocar-lhe as fraldas, assim para o torto...
Como a Leonor transpira bastante, e constipada ainda mais,  fui-lhe trocando a roupa. Ficou um montinho que parecia ser de um grupo chegado de um acampamento de uma semana! Os olhitos lindos iam sendo limpos com gaze e soro fisiológico e aquele nariz de boneca assoado com toalhetes.

Estou sentada, com as pernas elevadas, apoiadas numa cadeira, portátil no colo, a pensar se amanhã conseguirei caminhar, eh!eh!eh!
As outras filhotas que se despachem a arranjar bebés, para ver se ainda consigo colaborar no seu crescimento; eu bem lhes vou dizendo...

As melhoras Nôr. Se amanhã precisares de mim estou aí caída, sua matreira!


 

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