terça-feira, 28 de setembro de 2010

vivências de uma escriba



"Este post, vai ser o primeiro, de muitos outros, nos quais irei retratando, (tentando ser fiel à realidade), algumas vivências de uma funcionária pública.
Nada do que for escrito, será ficção."

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A casa era senhorial, imponente outrora, mas, actualmente, em decadência, derivada da completa falta de manutenção, (conforme foi verificado posteriormente), imperativa em qualquer edifício, humilde ou sumptuoso.
As casas são como nós, têm identidade própria, sendo que não há duas iguais!
A escriba, ao transpôr o degrau da entrada, do local onde iria desempenhar funções futuramente, logo sentiu a alma do prédio, que a cativou. E, à medida que foi conhecendo cada divisão e a sua situação miserável, idealizava obras de recuperação, para que aquele espaço físico se tornasse funcional e acolhedor, quer para os escribas, quer para os utentes, e ainda para que o prédio voltasse a sorrir! Sim, que agora, encontrava-se sorumbático, triste com a sua ruína eminente!


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Muro de Pedra


A foto deste post, muito fraca de qualidade, diga-se em abono da verdade, tirei-a numa aldeia, domingo passado. É de um muro em pedra, e o verde respeita a videiras onde estão dependuradas uvas de bago pequeno, mas viçosas, pretas! Em frente a este muro, encontra-se uma casa, cuja construção é também de pedra. Outrora, no r/c, encontrava-se instalada uma taverna e mercearia, morando, no andar de cima, o casal proprietário, que explorava a loja. Abriam a porta muito cedo, só a cerrando ao fim do dia. E era um entrar de pessoas, ou a beber um copo de vinho, ou a comprar um Kg de arroz! Tudo pessoas conhecidas, muitas até parentes, ou não se tratasse de uma aldeia portuguesa. Certo é que, movimento não faltava, pelo contrário, havia sempre alguém que, além de mercar qualquer artigo, trocava sempre algumas palavras com quem o servia. A temática das conversas, não será difícil de adivinhar...as plantações que estavam para ser feitas, as que tinham sido colhidas, as pragas que apareciam para estragar o que se encontrava na terra, as condições climatéricas que seriam ou não propícias para a agricultura de subsistência que ali se praticava, e ainda os mexericos que populam em qualquer meio, seja pequeno ou grande! Esta conversa veio a propósito da vida ocupada que tinha o casal, do qual já vos falei. Entretanto a idade dos donos da casa foi avançando. Começaram a alterar-se os usos da terra, com o aparecimento de médias e grandes superfícies nos arredores da aldeia. A mercearia começou a sossegar e apenas uns canecos se iam vendendo. A chegada do € foi a machadada final. As alterações que se impunham operar na loja, não eram adequadas nem à idade nem ao rendimento obtido pelo casal, de modo que a loja, pura e simplesmente, fechou. A porta, que se encontrava aberta todo o dia, encontra-se desde então encerrada. A fachada da casa está tal e qual um "muro de pedra". A idade e os problemas de saúde a avançar ; as companhias (e eram tantas), a escassear! O marido, mais idoso, acamou, e a esposa, outrora por detrás de um balcão a servir "de tudo um pouco", embora também com a saúde abalada, está a tratar do seu companheiro de há tantos anos,  dentro do "muro de pedra", sentindo a falta do bulício da sua antiga Venda. E eu, durante a minha visita, idealizava o tempo a recuar alguns anos, para poder encontrar aquelas pessoas, de quem tanto gosto, e que sempre me trataram carinhosamente, com a sua tasca e mercearia a funcionar...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pôr do Sol, na Praia da Barra


A foto de cima é da nossa amiguinha, Filipa Daniela, e a foto de baixo é da minha pessoa. Foram tiradas, em Julho, num Pôr do Sol, na Praia da Barra, da qual gostamos tanto (eu e o marido, a Filipa, o irmão e os pais). Temos tido lá belos convívios, convívios esses que começaram quando a Filipa era ainda bem pequenita! Eles "descem" de São Pedro do Sul, e nós vamos da nossa terra adoptada, (Alfena), e lá nos encontramos, quase sempre com mais amigos. E aparecem sardinhadas, caldeiradas de enguias...
Como bons Portugueses que somos, os convívios não dispensam uma boa mesa!

Baby Sitting, ao domicílio



Estes dois últimos dias, na minha versatibilidade de ocupações, foram passados a fazer Serviço de Baby Sitting, ao domicílio!
No "infectário" da miúda, têm andado umas gastro-enterites, e daí, a menina apanhou diarréia, de maneira que ficou em casa, com dieta alimentar (fruta, arroz, massa e peixe, cozidos). O pote, sempre à mão, para se ir habituando, embora seja ainda muito pequenita, mas nada como tentar sensibilizá-la, sendo que foi mais usado pelos bonecos, conforme foto acima, do que pela titular!
Amanhã já vai socializar com os amiguinhos da sua idade, visto "ter tido alta", hoje, ao fim do dia. Os intestinos voltaram a funcionar normalmente, e esteve tão bem disposta e brincalhona, que fiquei dispensada de lhe prestar assistência!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Os meus animais domésticos


As fotos deste post, são dos meus animais domésticos: A Íris, cadelinha + de caniche, de que já vos falei neste meu cantinho, o Ponto (ou Pontinho), canário, o Senhorinho, que passou a ser uma tartaruga, quando eu soube que não se podiam ter cágados em cativeiro! E, desde que me lembro de ser gente, tive sempre um, vindo do Alentejo, onde tenho família! Tratado como um príncipe, bem alimentado durante a primavera e o verão, após o que hiberna durante uns meses. E, por último, a Senhorinha, uma pequena tartaruga, que veio, há uns meses, ensarilhada nas redes de um pescador, no rio Douro, e que, por sorte, uma das filhas assistiu a esse episódio e salvou-a de ser novamente devolvida ao rio. É uma espertalhona, que adora festinhas na cabeça, e está sempre pronta para comer (só gosta de camarões secos). Podem não se acreditar, mas estes meus bichinhos ocupam-me muito tempo.A cadelita, que nunca deixou de ser porquinha (já tem 10 anos), e adora que eu ponha passadeiras lavadas, para, de seguida, urinar nelas, tem de ter sempre água limpa, mudada diariamente, ração, e um passeio. É a minha sombra, quando estou em casa; cada passo que dou, é seguido por ela. O canário, que, na foto, tem um raminho de espinafres junto ao poleiro, precisa de ter a gaiola limpa, comida mudada, porque come o miolo das sementes e deixa as respectivas cascas misturadas com sementes inteiras, e, quando estou a cozinhar, dou-lhe sempre um miminho, já que ele adora debicar legumes e frutas. As tartarugas têm de ter a água mudada todos os dias, e, têm a sorte de ter água do Poço, além de receberem um suplemento de cálcio e a comida (a maior só gosta de carne crua, preferindo fígado de frango ou outro). E, tenho a sorte de ter uma pessoa amiga, que, como eu, é viciada em animais, de maneira, que, quando me ausento, tenho os bichos bem tratadinhos. Não consigo entender como há pessoas que têm vários cães, gatos, pássaros, e sei lá que mais, e têm tempo para tratar de todos. É um enigma que ainda não resolvi!

Atendedora de técnicos de reparação de electrodomésticos, ao domicílio



A foto deste post, mostra-vos um arroz de polvo, que confeccionei esta manhã, enquanto aguardava a chegada de um técnico de reparações de electrodomésticos. Também fiz arroz de pescada,  para a criancinha, cuja foto, graças aos meus elevados dotes de fotógrafa, pura e simplesmente, desapareceu em qualquer buraco negro...
Hoje, fui atendedora de técnico de reparação, ao domicílio...e cozinheira, em simultâneo. Os titulares do electrodoméstico, acometido de uma maleita, não tinham disponibilidade de tempo, para aguardar a vinda (e estadia) do técnico, devido aos afazeres profissionais, de maneira que fui solicitada para esse fim! E, deste modo, ficou curada a mazela da máquina, e os seus donos ficaram com a janta prontinha, para terem um fim de dia mais descansado, espero eu!
Como aposentada activa, tenho tido muitas actividades, as quais me fazem sentir realizada!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Quadro, com paisagem de Aveiro, pintado a óleo


Este quadro, que reina no nosso hall de entrada, é uma pintura a óleo, de um conhecido pintor Aveirense, que ofereci ao marido, no dia dos seus 50 anos, o que significa que já mora com a família há 6 anos!
Aveiro é uma cidade muito especial para nós, tendo sido nela que as filhas nasceram. Ainda equacionei a hipótese de ficar com outro quadro, do mesmo pintor, cujo tema era a capela de São Gonçalinho e a festa das cavacas, também em Aveiro, mas, embora não tenha assim tantos quadros, não encontro um local ideal para o dependurar, de maneira que o deixei para outro comprador, com mais espaço nas paredes...
 

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