quinta-feira, 7 de outubro de 2010

água da chuva


Lá torno eu ao tema da colecta da água da chuva. Agora, que voltou, há que aproveitá-la. Quem tiver varanda ou páteo, pode distribuir algum vasilhame. Vou ser repetitiva, mas, enfim, penso que a finalidade o merece! Todos temos o dever de cuidar da nossa casa, planeta Terra, que tem sido tão maltratada! Há inúmeras medidas a tomar, uma delas a da poupança da água! A água da chuva que recolhemos, serve para inúmeros fins, alguns dos quais já foquei noutro post deste cantinho. E, além de ajudarmos o ambiente...poupamos na factura da água!

É uma questão de atitude!


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

amizade


O meu canteiro, pequena selva labiríntica, neste momento está sem flores, tendo apenas folhas.
Ontem, recebi visitas, amigos de há longa data. Nestas ocasiões, gosto de ter a casa ornamentada com plantas, das minhas. A foto acima, é de uma jarra, onde, à falta de flores, coloquei, entre várias folhagens, uma haste de loureiro. Outras ramagens foram postas noutras jarras, e , à entrada, ficou um cesto com abóboras, fruto que me fascina (estas são oferecidas, porque não tenho espaço para que cresçam). As visitas referidas, também apreciam plantas, e, considero uma prova de amizade, recebê-las com a casa decorada com as mesmas! Claro que, como de costume, recebi um vasinho, no qual mora uma plantinha muito gira, e um pouco de tudo o que pontifica na horta da Teresinha, ou seja, já fiz mais molho de tomate, para congelar, e arranjei espinafres, alho francês...
Comida pronta, também trouxeram. A Bina fez-se acompanhar de um bolo e uma garrafa de vinho (bom, o raio do vinho!). A Teresa veio com um galaró arranjadinho, num tacho, onde só faltava juntar o arroz, para que nos deliciássemos com um arrozinho de cabidela, como só ela sabe fazer! Nós arranjámos carne de churrasco, para os mais jovens, uma salada, e com mais algumas coisas se compôs um belo convívio, que se prolongou pelo dia fora!
Já estive a preparar uma floreira, que vai receber tomilho de laranja e agriões de horta, que também chegaram ontem. As visitas levaram um pé de estrelícia, que, penso, irá ser transplantado, ainda hoje!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

vivências de uma escriba


                                                                                                           4
O quadro eléctrico, situado no r/c, à entrada, era obsoleto. Quando foi instalado, a sua potência seria suficiente, o que não acontecia agora. Tinha sido visto, revisto e confirmado, por vários técnicos do ramo, de que teria de haver total remodelação nessa área. Acontecia, com uma frequência arrepiante, encontrarem-se os escribas a trabalhar, nos computadores, e, de rompante, haver um apagão total. Antes de se descerem as escadas, para ir ligar o botão, que tinha disparado, havia que decidir o que poderia ser desligado, para diminuir a quantidade de amperes, tarefa difícil, (tudo o que estava ligado fazia falta), e, quase sempre, vinha-se já a subir as escadas, quando se repetia o apagão! Receava-se pela "saúde" do material informático, e gastava-se muito tempo, no sobe e desce das escadas!
Quando chegaram as primeiras chuvadas, a seguir à vinda da  escriba para a Repartição, chegou também a sua surpresa maior. Nos pisos superiores, ainda não descritos, quando chovia, havia inundações. Era uma situação recorrente. As medidas, que encontrou, no sentido de travar (?)  a situação, são quase inenarráveis.
No 2º andar, situava-se outra casa de banho, idêntica à do 1º, só que, desde há muito, deixara de exercer funções. O tecto tinha desabado e estava repleta de entulho. Numa pequena sala, onde se alojavam livros carunchosos, cujo centenário tinha sido já celebrado, e na qual a água teimava em cair com mais abundância, tinha sido construída uma obra de arquitectura suspensa, constituída por fios e bocados de plástico, estrategicamente colocados debaixo das goteiras. No chão, para completa recolha da água, (impossível), havia recipientes de plástico. Parece-me que vos oiço rir, mas, se tivessem recebido ordens no sentido de iniciar o vosso dia de trabalho, quando houvesse pluviosidade, nos andares superiores, (sim, que ainda não cheguei ao do telhado), para despejar as caixas do chão, sacudir o plástico suspenso, e ir mudando essas traquitanas, ao sabor da vontade das quedas de água, sabendo que, na Secretaria, tinham o (muito) Serviço à espera, o vosso riso esmorecia.
Vamos então até ao derradeiro andar, onde o tecto não tinha forro, deixando entrar vento, frio e  chuva! Esta, tinha uma predilecção especial por cair numa parte baixa, onde não se cabia em pé, e lá havia que se dispor uma ou outra vasilha colectora, que se despejaria, para tornar a recolocar. Um verdadeiro pesadelo, dado que, nesse desvão, viam-se barrotes podres, no tecto, que inspiravam pouca segurança!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

vivências de uma escriba


                                                                                                          3
No r/c, havia duas salas, com mais estantes poeirentas, fiéis depositárias de documentos, no mesmo estado, pertencentes à Repartição onde a escriba trabalhava, e, no fundo do corredor, existia  outro Serviço Público, que ocupava  uma pequena parte do edifício, de cujas janelas se vislumbrava um quintal, repleto de ervas daninhas e de bicharocos, alguns dos quais eram visitas assíduas desse Serviço, queixando-se os respectivos escribas,  de que, até nos teclados dos computadores se infiltravam, atribuindo-lhes ainda a culpa das muitas picadas que lhes apareciam no corpo! Curiosamente não subiam escadas, porque nunca apareceram nos andares superiores!
Não havia elevador. Os utentes com deficiência motora, eram atendidos na rua. Surpresos? Leram bem, estava-se já no século XXI!
As escadas, de madeira, tinham os degraus gastos, que gemiam, doridos, à medida que iam sendo pisados. Quanto ao corrimão, tremelicava, ao ser agarrado.
No primeiro piso funcionava  a Repartição detentora do arquivo (?), na cave. Apenas o mobiliário, magnífico, da sala de actos solenes, também gabinete do chefe, escapava à decrepitude de tudo o resto. As secretárias e cadeiras dos escribas, constituíam o que parecia ser um amontoado de velharias!
O chão rangia, (tal como as escadas), o tecto, de vez em quando, cuspia montes de estuque, ficando com clareiras de tábuas fininhas. Esse estuque caía  nos móveis, inclusivamente na mesa da sala de actos, e, curiosamente, essas ocorrências não coincidiam com o horário da funcionária da limpeza, tocando aos escribas limpar os estragos, de maneira a poderem atender o público e desempenhar as outras funções, com uma certa dignidade. Nos cantos, depositava-se, (tal como na cave), veneno para os ratos, cuja urina deitava um cheiro pestilento. Nesse piso, num varandim das traseiras, havia uma minúscula casa de banho, a única ainda utilizável, embora pouco, porque a sanita vivia entupida e o tecto, prenhe, devido a infiltrações de água, ameaçava parir a qualquer momento. Existia ainda uma varanda, que dava para o quintal abandonado, do qual já vos falei. As janelas da frente espreitavam para o largo, onde se encontrava o famoso jacarandá, que o saudoso Eugénio de Andrade avistava, quando esteve internado no Hospital de Santo António, na Invicta cidade.

método natural, contra as traças



Não sei se tem algum fundamento científico, mas, na família, sempre foi costume colocar castanhas da Índia, nas gavetas e roupeiros, para evitar o aparecimento das traças.
Continuo, nesta época, a ir ao encontro das árvores que dão este fruto, que podem ver na foto acima. Como acho as cápsulas decorativas, gosto de as apanhar ainda fechadas, deixando-as depois abrir e expelir as castanhas, as quais depois de bem secas, são encaminhadas para os locais onde guardo a roupa.

Associação Viver Alfena


Como residente na freguesia de Alfena, Valongo, e como membro da Associação Viver Alfena, da qual já vos falei neste meu cantinho, sinto-me hoje muito feliz! A Câmara Municipal do concelho, atendendo ao facto da referida Associação de Solidariedade Social se encontrar a desempenhar um papel deveras importante, na freguesia, no concernente à acção social, e ter vários projectos na forja, todos eles do interesse dos residentes em Alfena, (não vou agora divulgá-los, para não fugir ao assunto que me levou a escrever este post), cedeu à A.V.A. um terreno, tendo a respectiva escritura de cedência sido hoje efectuada! A posse desse terreno irá, certamente, contribuir para o crescimento da Associação, designadamente, conseguir que a mesma entre para o rol das I.P.S.S., e assim poder ajudar cada vez mais os Alfenenses, e, acreditem, as carências, de várias ordens, estão em crescimento acelerado!

Deixo-vos um convite:

Se ainda não o fizeram, passem amanhã, ou Sábado, pelo Parque Urbano de Ermesinde, onde se encontra a decorrer o projecto "Quem é Quem", e visitem o stand da Junta de Freguesia de Alfena/Associação Viver Alfena, no qual poderão encontrar informação detalhada e interessante, para quem, como eu, se interessar pelo desenvolvimento e bem estar dos residentes em Alfena.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

vivências de uma escriba


                                                                                                         2
Quando foi consultar um documento ao arquivo (?), na cave, deparou-se com um local frio, bafiento, empoeirado, com estantes decrépitas, pejadas de documentos e livros, deteriorados pelas condições impróprias em que se encontravam, envoltos em humidade, pó, e bichinhos, os quais conviviam bem com esses elementos! Veio a saber que a Repartição e respectivo acervo tinham ido, provisoriamente, por alguns meses, para aquele prédio, situação que se mantinha há anos! Também teve conhecimento de que certos Serviços Públicos, anteriormente lá sedeados, tinham  partido, em debandada, para outros poisos, dada a precariedade das condições de trabalho! Mas, voltando à cave do prédio, quando alguém se deslocava lá, era de imediato atingido por alergias, dérmicas, e nas vias respiratórias! Limpeza, não havia. A funcionária dessa esfera, apenas distribuía montinhos de granulado (veneno), para os muitos ratos que por lá passeavam!
Havia uma pequena divisão, devoluta, que intrigava a escriba. Nas paredes, havia nichos escavados, de certa dimensão. Para que serviriam? Só anos mais tarde o soube. A sala maior, da cave, onde agora definhava o arquivo (?), servia, primitivamente, de cavalariça, e essa pequena divisão, era o cemitério da casa, servindo os nichos para depositar os caixões!
No lado esquerdo do corredor, à entrada da casa, havia uma reentrância na parede, rente ao chão, com uma tira de metal, pormenor também enigmático, que um senhor arquitecto veio a esclarecer servir para se rasparem as solas do calçado, quando o meio de transporte eram charretes, puxadas por cavalos, cujas necessidades eram calcadas!

Curiosa a história do Palacete, não é?

Queria ressalvar que a ida da escriba, para a casa em questão, passou-se no dealbar do século XXI! Ou seja, o tempo dos cemitérios domésticos,  cavalariças em casa, e charretes, já tinha passado há muito!
 

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