segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Estou com sintomas gripais...


Estou com sintomas gripais, há uma semana, e a parte brônquica está difícil de curar! Nas duas incursões, entretanto efectuadas à "minha" farmácia, encontrei muitas pessoas no meu precário estado, ranhosas, olhos lacrimejantes, tosses suspeitas, e queixumes de dores de cabeça e musculares! Sentindo-me assim, miserável, no fim de semana, nem cumprimentei os pais, com os habituais beijinhos, assim como a neta, a mãe da neta, o genro e os amigos que se reuniram, num belo convívio, num local muito agradável, a pretexto da estadia, no País, de um deles,  habitualmente fugido por lugares longínquos, como, por exemplo o Chade, Togo, e sei lá que mais. Mas, a nossa "seita", principalmente o núcleo duro, que conheço desde os meus 18 anos, e já estou cinquentona, não carece de grandes desculpas para estes convívios, sendo que, cada um costuma ser precedido de outros, para acertar pormenores! Embora geograficamente dispersos, conseguimos juntarmo-nos umas quantas vezes no ano, tentando acertar as respectivas agendas. Quando não posso comparecer, sinto pena! Espero bem que, desta vez, não tenha espalhado alguns dos meus vírus, pela cambada dos "Charruas"...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

vivências de uma escriba


                                                                                                           6   
em Agosto de 1977, a nossa escriba, vinda da província, onde estagiara nos Serviços, desembocou na Invicta, então sua desconhecida, para trabalhar numa Repartição, para onde tinha sido nomeada. Com a morada escrita num papel, e instruções de como lá chegar, foi ao encontro de uma casa senhorial, brasonada,  sendo que, apesar do brasão denunciar  suntuosidade (pensava ela, para com os seus botões), a fachada estava deveras danificada! O átrio da entrada era sombrio, e havia que galgar umas escadas, que levavam ao 1º piso, à Secretaria e à sala de actos solenes, já que elevador, era inexistente! Essas escadas eram sinistras, com degraus esburacados e corrimão que padecia de "síndrome de Parkinson"! Estou a repetir um relato? Não, as outras escadas e o outro corrimão, encontrou-os, em 2002, no Largo do Viriato.  Tomou posse na sala de actos, também gabinete do chefe, cujo mobiliário era nobre, muito bonito, que carecia de um restauro, bem merecido! Tornou a cruzar-se com ele, no dito Largo, a aguardar o restauro. As secretárias, cadeiras e restante mobília da Secretaria, que se dividia por 3 pequenas salas, eram uma mistura de peças oriundas de diferentes épocas.  As traseiras davam para um páteo, num canto do qual estava uma minúscula casa de banho, seguido do que certamente teria sido um jardim, do qual restava  uma palmeira alta, que, envergonhada, pedia lhe fossem tirar as muitas folhas secas, de modo a poder exibir o seu porte altivo, só que não a ouviam. De resto, apenas plantas daninhas, que se espraiavam, por socalcos, até à rua de Bonjardim, (sendo que a entrada era na Rua de Santa Catarina!), numa área  que acolheria, em tempos, uma horta, visto que, de onde em onde, surgia uma outra enfezada árvore de fruto, tentando espreitar através das infestantes!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

vivências de uma escriba


                                                                                                                                                                5
Com o edifício em estado pavoroso, que se ia agravando a olhos vistos, as panacéias utilizadas para evitar a sua degradação, eram de todo inúteis, (lembram-se dos bocados de plástico suspensos?). Entretanto, fissuras foram-se instalando nas paredes,  e começou a notar-se  um desnível das mesmas. Segundo técnicos, haveria uma parede mestra partida, e a integridade física de quem lá permanecia, funcionários e utentes, estava ameaçada!
A única solução, diziam, seria uma mudança de instalações, enquanto se procedesse a intervenções imprescindíveis. E, caso se concretizassem as obras, outras Repartições se poderiam lá reunir, dado o muito espaço existente.
Entrementes, começaram os arautos do reino, perdão, que estava distraída, eram os órgãos da comunicação social, que, com pompa e circunstância, começaram a apregoar a futura existência de um "Campus", vocábulo muito em voga, no qual se concentrariam todos os Serviços dependentes do Ministério ao qual pertenciam as duas Repartições residentes no Palacete arruinado. Mas, na falta do tal "Campus", e de mudança para sítio mais seguro, andava a escriba, descendo e subindo escadas, ora por causa do quadro da electricidade, ora por causa da água infiltrada, sempre receosa, de que, viessem um dia noticiar  que "uma fatalidade" tinha acontecido no Largo do Viriato! Sim, porque, no País da escriba, em  situações do género, há muito sinalizadas, mas ignoradas, quando descambam de vez, confunde-se  negligência com  "fatalidade"!
Vamos agora recuar cerca de 25 anos, quando...

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

água da chuva


Lá torno eu ao tema da colecta da água da chuva. Agora, que voltou, há que aproveitá-la. Quem tiver varanda ou páteo, pode distribuir algum vasilhame. Vou ser repetitiva, mas, enfim, penso que a finalidade o merece! Todos temos o dever de cuidar da nossa casa, planeta Terra, que tem sido tão maltratada! Há inúmeras medidas a tomar, uma delas a da poupança da água! A água da chuva que recolhemos, serve para inúmeros fins, alguns dos quais já foquei noutro post deste cantinho. E, além de ajudarmos o ambiente...poupamos na factura da água!

É uma questão de atitude!


quarta-feira, 6 de outubro de 2010

amizade


O meu canteiro, pequena selva labiríntica, neste momento está sem flores, tendo apenas folhas.
Ontem, recebi visitas, amigos de há longa data. Nestas ocasiões, gosto de ter a casa ornamentada com plantas, das minhas. A foto acima, é de uma jarra, onde, à falta de flores, coloquei, entre várias folhagens, uma haste de loureiro. Outras ramagens foram postas noutras jarras, e , à entrada, ficou um cesto com abóboras, fruto que me fascina (estas são oferecidas, porque não tenho espaço para que cresçam). As visitas referidas, também apreciam plantas, e, considero uma prova de amizade, recebê-las com a casa decorada com as mesmas! Claro que, como de costume, recebi um vasinho, no qual mora uma plantinha muito gira, e um pouco de tudo o que pontifica na horta da Teresinha, ou seja, já fiz mais molho de tomate, para congelar, e arranjei espinafres, alho francês...
Comida pronta, também trouxeram. A Bina fez-se acompanhar de um bolo e uma garrafa de vinho (bom, o raio do vinho!). A Teresa veio com um galaró arranjadinho, num tacho, onde só faltava juntar o arroz, para que nos deliciássemos com um arrozinho de cabidela, como só ela sabe fazer! Nós arranjámos carne de churrasco, para os mais jovens, uma salada, e com mais algumas coisas se compôs um belo convívio, que se prolongou pelo dia fora!
Já estive a preparar uma floreira, que vai receber tomilho de laranja e agriões de horta, que também chegaram ontem. As visitas levaram um pé de estrelícia, que, penso, irá ser transplantado, ainda hoje!

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

vivências de uma escriba


                                                                                                           4
O quadro eléctrico, situado no r/c, à entrada, era obsoleto. Quando foi instalado, a sua potência seria suficiente, o que não acontecia agora. Tinha sido visto, revisto e confirmado, por vários técnicos do ramo, de que teria de haver total remodelação nessa área. Acontecia, com uma frequência arrepiante, encontrarem-se os escribas a trabalhar, nos computadores, e, de rompante, haver um apagão total. Antes de se descerem as escadas, para ir ligar o botão, que tinha disparado, havia que decidir o que poderia ser desligado, para diminuir a quantidade de amperes, tarefa difícil, (tudo o que estava ligado fazia falta), e, quase sempre, vinha-se já a subir as escadas, quando se repetia o apagão! Receava-se pela "saúde" do material informático, e gastava-se muito tempo, no sobe e desce das escadas!
Quando chegaram as primeiras chuvadas, a seguir à vinda da  escriba para a Repartição, chegou também a sua surpresa maior. Nos pisos superiores, ainda não descritos, quando chovia, havia inundações. Era uma situação recorrente. As medidas, que encontrou, no sentido de travar (?)  a situação, são quase inenarráveis.
No 2º andar, situava-se outra casa de banho, idêntica à do 1º, só que, desde há muito, deixara de exercer funções. O tecto tinha desabado e estava repleta de entulho. Numa pequena sala, onde se alojavam livros carunchosos, cujo centenário tinha sido já celebrado, e na qual a água teimava em cair com mais abundância, tinha sido construída uma obra de arquitectura suspensa, constituída por fios e bocados de plástico, estrategicamente colocados debaixo das goteiras. No chão, para completa recolha da água, (impossível), havia recipientes de plástico. Parece-me que vos oiço rir, mas, se tivessem recebido ordens no sentido de iniciar o vosso dia de trabalho, quando houvesse pluviosidade, nos andares superiores, (sim, que ainda não cheguei ao do telhado), para despejar as caixas do chão, sacudir o plástico suspenso, e ir mudando essas traquitanas, ao sabor da vontade das quedas de água, sabendo que, na Secretaria, tinham o (muito) Serviço à espera, o vosso riso esmorecia.
Vamos então até ao derradeiro andar, onde o tecto não tinha forro, deixando entrar vento, frio e  chuva! Esta, tinha uma predilecção especial por cair numa parte baixa, onde não se cabia em pé, e lá havia que se dispor uma ou outra vasilha colectora, que se despejaria, para tornar a recolocar. Um verdadeiro pesadelo, dado que, nesse desvão, viam-se barrotes podres, no tecto, que inspiravam pouca segurança!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

vivências de uma escriba


                                                                                                          3
No r/c, havia duas salas, com mais estantes poeirentas, fiéis depositárias de documentos, no mesmo estado, pertencentes à Repartição onde a escriba trabalhava, e, no fundo do corredor, existia  outro Serviço Público, que ocupava  uma pequena parte do edifício, de cujas janelas se vislumbrava um quintal, repleto de ervas daninhas e de bicharocos, alguns dos quais eram visitas assíduas desse Serviço, queixando-se os respectivos escribas,  de que, até nos teclados dos computadores se infiltravam, atribuindo-lhes ainda a culpa das muitas picadas que lhes apareciam no corpo! Curiosamente não subiam escadas, porque nunca apareceram nos andares superiores!
Não havia elevador. Os utentes com deficiência motora, eram atendidos na rua. Surpresos? Leram bem, estava-se já no século XXI!
As escadas, de madeira, tinham os degraus gastos, que gemiam, doridos, à medida que iam sendo pisados. Quanto ao corrimão, tremelicava, ao ser agarrado.
No primeiro piso funcionava  a Repartição detentora do arquivo (?), na cave. Apenas o mobiliário, magnífico, da sala de actos solenes, também gabinete do chefe, escapava à decrepitude de tudo o resto. As secretárias e cadeiras dos escribas, constituíam o que parecia ser um amontoado de velharias!
O chão rangia, (tal como as escadas), o tecto, de vez em quando, cuspia montes de estuque, ficando com clareiras de tábuas fininhas. Esse estuque caía  nos móveis, inclusivamente na mesa da sala de actos, e, curiosamente, essas ocorrências não coincidiam com o horário da funcionária da limpeza, tocando aos escribas limpar os estragos, de maneira a poderem atender o público e desempenhar as outras funções, com uma certa dignidade. Nos cantos, depositava-se, (tal como na cave), veneno para os ratos, cuja urina deitava um cheiro pestilento. Nesse piso, num varandim das traseiras, havia uma minúscula casa de banho, a única ainda utilizável, embora pouco, porque a sanita vivia entupida e o tecto, prenhe, devido a infiltrações de água, ameaçava parir a qualquer momento. Existia ainda uma varanda, que dava para o quintal abandonado, do qual já vos falei. As janelas da frente espreitavam para o largo, onde se encontrava o famoso jacarandá, que o saudoso Eugénio de Andrade avistava, quando esteve internado no Hospital de Santo António, na Invicta cidade.
 

Term of Use

conversaqui Copyright © 2009 Flower Garden is Designed by Ipietoon for Tadpole's Notez Flower Image by Dapino