quarta-feira, 3 de novembro de 2010

É uma menina!


Os papás souberam hoje, e transmitiram à família, que, o bebé que vem a caminho, é uma menina!
A Maria Leonor vai ter uma mana, que, se cumprir o prazo previsto, nasce em meados de Março.
E eu sinto-me orgulhosa de bisar essa condição, tão doce, de ser avó de outra miúda, que, pressinto, vai ser traquinas como a Nôr, a qual está hoje comigo e anda feliz, a cantarolar e brincar.
A próxima primavera vai ser mais ternurenta, com o nascimento da bebé!
Agora, vamos esperar para saber o nome que os pais vão escolher. Depois digo-vos...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

vivências de uma escriba


                                                                                                                                                         9
No mês de Novembro de de 1974, encontrava-se Portugal ainda no rescaldo das alterações políticas que erradicaram o Salazarismo do poder político, a nossa escriba, Maria, de seu nome, ingressou, na cidade onde residia, nos Serviços, nos quais viria a decorrer a sua carreira profissional, em diversas Repartições do País. Era escriba praticante, ou seja, cumpria o horário integralmente, como os outros escribas, sendo que entravam sempre antes da hora prevista e saíam bem depois do horário de trabalho expirado, porque o volume de trabalho a isso obrigava, não havendo pagamento das inúmeras horas extraordinárias! Sendo praticante, não tinha direito a qualquer salário, mas, em compensação, fazia certas tarefas que mais ninguém queria. Esteve, nessas condições, largos meses, até que a chefe escriba, entendendo que era um elemento válido para o trabalho da repartição, cujo quadro de pessoal era diminuto, conseguiu que a tutela dos Serviços lhe concedesse a categoria de escriba assalariada, por um prazo de seis meses, que seria prorrogado por outros seis meses, tendo, no entanto, um dia de intervalo, no qual  seria escriba praticante.
Enquanto escriba assalariada, recebia vencimento. Mas o assalariamento não podia durar muito tempo. Foi aconselhada a concorrer para os lugares de escriba escrituraria, que viessem a concurso, a nível do País, de modo a alcançar estabilidade profissional. Assim o fez. Os requerimentos, a solicitar a admissão aos concursos, eram manuscritos em papel selado, hoje inexistente, com assinatura reconhecida em cartório notarial. Um dos 14 requerimentos, nos quais impetrou um lugar, conduziu-a à Rua de Santa Catarina, na Invicta!
Existiam ainda muitos resquícios, da época anterior ao 25 de Abril, nos organismos Públicos. Cada ofício, (ainda não tinha telefone, a repartição), dirigido à tutela, era cuidadosamente estudado e redigido com servilismo, e as inspecções de rotina, efectuadas periodicamente, eram encaradas com muito receio, por parte de todos os elementos do Serviço. A hierarquia, nos próprios Serviços, tinha regras muito rígidas, sendo que até nas secretárias, de madeira, feitas por prisioneiros, havia distinção quanto ao tamanho, consoante a categoria para quem se destinavam! E, bater à porta do gabinete do dirigente escriba, para tratar de assunto que só ele podia decidir, implicava que,  cautelosamente, averiguar junto do colega de categoria superior, se tal era possível, naquele momento!
Num calhamaço enorme, denominado "livro diário", anotavam-se, por ordem cronológica, todos os actos elaborados na repartição, bem como os respectivos emolumentos e imposto de selo. Era prática corrente, embora não legislada, que nesse livro figurasse sempre a mesma letra, e que não se fizessem rasuras ou emendas. Ora, isto levava a que os funcionários, com os documentos quase prontos para entregar aos utentes, tivessem de "arranjar" vez, para que o escriba responsável por tão delicada missão, lançasse o documento no livro diário, dando-lhe o competente número, após o que lhe era aposto o selo branco. Todos os escribas trabalhavam demasiadas horas, porquanto eram poucos para o Serviço que havia para concretizar, situação considerada normal pela Tutela dos mesmos! Havia muitos utentes que nunca tinham precisado de obter certos documentos, os quais, agora, se tornavam necessários.


vivências de uma escriba


                                                                                                                              8
Andava-se pelo ano de 1992, quando a nossa escriba, mudou de Repartição, para obter uma promoção na sua carreira. Passados meses, os Serviços instalados na Rua de Santa Catarina, transitaram, "provisoriamente", levando atrás de si um séquito de mobiliario, documentos e livros, para o Largo do Viriato. As almejadas obras começariam, em breve!
Encontramo-nos agora em 2010. A Repartição encontra-se sedeada em local do qual não reza a história, e a nossa escriba, retirou-se para os bastidores, por motivos de saúde. Os dois edifícios a que foi dado enfoque, nos posts anteriores, das vivências de uma escriba, ambos imponentes e património do Estado, não sofreram de nenhuma das recuperações, que lhes estavam reservadas, tendo sido, entretanto,vendidos!
Quanto ao propagandeado Campus, consta-se que vai ser implantado em terrenos não pertencentes ao Estado, o qual, para além daqueles dois casarões, tem um extenso rol de outros, uns vendidos e outros à venda!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

bronquiolite


Passou a gripe à avó, ficou a neta com uma bronquiolite de respeito! Começaram as nebulizações, e a miúda teve a 1ª sessão de um tratamento, do qual não me lembro o nome, com um fisioterapeuta. Amanhã  terá outra, e, entretanto, há que andar atenta, porque o narizito anda constantemente ranhoso! Hoje recusou-se a dormir a sesta, abusando do facto de não estar no Infantário...
Entretanto esteve a ver os seus vídeos favoritos, escolhidos por ela, no youtube, sentada no meu colo.
Felizmente, o apetite não se evaporou, havendo apenas que se insistir um pouco, na hora das refeições. 
Neste momento, anda muito activa, a distribuir os brinquedos pela casa fora. É bom sinal. A temperatura, com a ajuda da medicação, normalizou! A tosse continua. Esperemos que a bronquiolite lhe passe depressa, porque dói muito ver a menina doentita! Afinal, só tem 17 meses!

domingo, 24 de outubro de 2010

Família


Nesta foto, que tirei hoje, vemos, da direita, para a esquerda, e por ordem decrescente de idades, a minha mãe, Silvina (Silvina da Conceição), e os seus irmãos, Tonho (António) e Lurdes (Maria de Lurdes).
Gostei de ver os 3 irmãos reunidos, já que se torna difícil, agora com as idades a avançar, e residindo, o meu tio Tonho, no Alentejo, onde foi nado e criado, e as irmãs, em Aveiro, zona que adoptaram, há quase meio século, indo esporadicamente ao Alentejo, onde também nasceram.
Queria esclarecer o pessoal aqui do Norte, que o vocábulo "Tonho", não é depreciativo, mas apenas o diminutivo, carinhoso, de António. Para os lados de Portalegre, os Antónios, são Tonhos, assim como os Franciscos, são Chicos. E, os grandes amigos, quando de encontram, saúdam-se de um modo muito peculiar, abraçando-se, dizendo:"há tanto tempo que não te via,  meu cabrão"! Experimentem fazer o mesmo, aqui na zona do Porto, carago! Realmente, os alentejanos têm um léxico muito próprio. Quando preocupados com algo, afirmam; "estar em fezes, com...". E que saudades tenho de quando o meu padrinho de casamento, também ele daqueles lados, que já não se encontra fisicamente entre nós, me chamava: " minha magana"!
Mas, voltando à foto, foi bom, ver a "ninhada" - Ribeiro Carrilho - junta!
Agora, há que mandar revelar 3 exemplares, porque os fotografados não utilizam computadores!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

vivências de uma escriba


                                                                                                         7
Numa das divisões do 2º piso, todo ele destinado a arquivo (?), jazia no chão, moribunda, uma bandeira de Portugal, desbotada e esfarrapada, que, conforme o que se verificava em todos os Edifícios Públicos, antes da revolução de 25 de Abril, pavoneava-se, em datas solenes, numa varanda, na qual ainda se encontrava o respectivo suporte.
O 3º andar tinha uma singular peculiaridade. Era destinado a residência do chefe da Repartição, sem qualquer custo, no concernente a renda, água e luz! Não carecendo o destinatário de tal, tinha  cedido esse direito a um escriba, que lá morava, com a respectiva família, apesar desse piso se encontrar particularmente decadente. 
Todo o prédio carecia de obras, não deixando, a Câmara Municipal, alterar a fachada, por ser brasonada, quanto ao resto podia restaurar-se, alterando a planta original, mediante estudos.
A cada Inverno que passava, agudizavam-se os problemas de infiltração de água, com a humidade e o pó a deteriorarem todo o acervo, de documentos e de livros, da Repartição. Os soalhos, de madeira, iam cedendo, cada vez mais, e, do telhado não chegavam boas notícias! A integridade física de todos os que permaneciam no casarão, escribas e utentes, começou a ser posta em causa. Chegaram então uns senhores, de pasta na mão. Eram arquitectos e engenheiros, uns oriundos da capital, outros da autarquia local. Iam e vinham, repetidamente. Tiravam medidas, fotografavam e concluíram que havia que mudar a Repartição para outro local, provisoriamente, enquanto os consertos, inevitáveis, fossem concretizados, podendo a tutela dos Serviços, a partir daí, mandar que se instalassem no prédio brasonado, vários Serviços, porque, para tal, sobrava espaço. Planos óptimos, não? Edifício reparado, vários Serviços ali residentes, confortavelmente. 
Ainda não vos contei que o quadro eléctrico era curioso. Tinha fusíveis de cobre, que queimavam constantemente, havendo que descarnar uns tubinhos de acrílico, onde se alojavam os fios, para os retirar e substituir os calcinados. Não se podiam usar aquecedores eléctricos, porque os ampéres logo davam cabo dos fusíveis! No Inverno, tiritava-se com o frio, que entrava por todas as frinchas, e compraram-se uns aquecedores grandes, a gás, que, a funcionar, provocavam fortes dores de cabeça!
As máquinas de escrever eram manuais e o material informático ainda se encontrava arredado dos Serviços. O fotocopiador, pequeno, era de um modelo antigo, com avarias consecutivas.
Mas, num futuro próximo, tudo iria melhorar, após as obras...

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Quem não tem cão, caça como gato!


Quem não tem cão, caça como gato!

É mesmo isso que tenho feito, nas jarras que gosto de espalhar pelas divisões da casa. À falta de flores, no meu canteirinho, tipo selva, colho vários tipos de folhagem, e, para dar um ar colorido aos arranjos... faço batota!
A jarrinha da foto acima, está na minha cozinha. Nela encontram-se: uma haste de alecrim e uma haste de aipo, que perfumam a divisão. As folhas verdes, rajadas de amarelo, são de uma planta, da qual desconheço o nome, mas é bonita. Nunca deu flor,  propagando-se com facilidade. Qualquer pedacinho, colocado na terra, em local abrigado, e regado com frequência, enraíza facilmente. Os caules são avermelhados, fora do vulgar.
Para alegrar o arranjo, coloquei-lhe...duas malaguetas, das que têm frutificado fortemente, no meu minúsculo pedaço de terra!
A propósito, ainda tenho muitas para distribuir! Se mais alguém quiser é só dizer. Quanto à planta do arranjo, tenho vários pés, que posso doar...

Quanto ao título deste post, só há relativamente pouco tempo soube que era esta a expressão correcta, no lugar da qual eu, (e muitas outras pessoas a quem a tenho ouvido), na minha ignorância, dizia: "quem não tem cão caça com gato".
 

Term of Use

conversaqui Copyright © 2009 Flower Garden is Designed by Ipietoon for Tadpole's Notez Flower Image by Dapino