sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Inverno da Ilha da Boa Vista (continuação)






Voltando à semana passada, e à Ilha da Boavista,  aqui ficam  mais umas fotos:

A árvore que se vê, na primeira, será, segundo o guia que nos acompanhava, um Baobá. É curiosa, esta árvore, com os frutos alongados, e garanto-vos que estava mortinha por colher um, para retirar as sementes, mas não tive oportunidade. Conforme nos foi explicado, no Senegal é considerada uma árvore sagrada, e atinge tamanhos tão grandes que chega a servir de casa, e até de cemitério, neste caso a famílias nobres! Há várias lendas a seu respeito. Tanto as suas folhas, como os frutos e a raíz, são ricos em vitaminas, e servirão para curar algumas doenças. Engraçada a Baobá, pena é que não tenha apanhado o marido distraído, para trazer um dos seus frutos!

Na 2ª foto, podemos ver um bando de aves brancas, cujo nome não percebi,  que tinham estado a tomar banho numa das raras poças de água, posicionando-se depois todas na direcção do sol, a secarem-se.

Parece neve, na 3ª foto, mas é sal!

Quanto à 4ª foto, já estão a ficar com apetite, não? Estes bifes de atum, assados na brasa, num oásis do sul da Ilha, acompanhados por salada, foram os melhores que comi até hoje!

E, na última foto, estou eu, numa das varandas do hotel, com o mar ao fundo...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Inverno da Ilha da Boa Vista




Passámos, eu, o sócio, e uma das filhas, a semana passada, na Ilha da Boa Vista, onde o Inverno é igual ao nosso Verão! Uma infecção na faringe e na laringe, que me atordoou dois dias antes da viagem de ida, fez com que o marido tencionasse cancelar a mesma, mas demovi-o da ideia, e, munida do antibiótico prescrito pelo médico, fui. Não me arrependi. Já conhecia a Ilha do Sal, que não me desapontou, tendo acontecido o mesmo com a Ilha agora visitada.
Deixo-vos umas fotos lá tiradas. A 1ª é de uns pardais que nos visitavam junto às piscinas, chilreando,  a quem eu levava pão do restaurante, com o qual ficavam todos satisfeitos; a 2ª é da praia, em frente ao hotel, na qual fiz caminhadas diárias, de onde trouxe conchas lindas, e, na 3ª figura o casalinho, sentado junto de um lago dos jardins do hotel.
A semana desapareceu num ápice, por artes mágicas, e, quando dei conta estava no Porto, a ser operada à bexiga, (dia 25), encontrando-me agora em recuperação, ou seja, em repouso quase absoluto!
Na verdade, estava bem melhor, em Cabo Verde...

sábado, 8 de janeiro de 2011

São Gonçalinho


Quem conviveu comigo até há poucos (muito poucos) anos, vai ter dificuldade em acreditar que, ontem à noite, após uma viagem horrososa, com muita chuva e acidentes à vista, fui com o meu sócio de há 34 anos, (assinamos o contrato, na sacristia da Igreja da Sé de Aveiro, em Novembro de 1974!), assistir a um espectáculo do Augusto Canário e respectivo grupo! Tivemos, antes, uma breve passagem pela casa dos pais, para ver se estavam bem, comemos umas sandochas de queijo e alface, e lá rumámos até à zona da beira-mar, onde morei largos anos, numa rua que, na época, ainda não era alcatroada, e as crianças brincavam à vontade, porque o trânsito era quase nulo. Conseguimos um lugar de estacionamento no Largo da Igreja da Vera-Cruz, e, apeados, fomos tomar um café ao Gato Preto, no qual não entrava há bastante tempo. Seguiu-se a ida até à capela de São Gonçalinho, o padroeiro daquela parte da cidade, que se festeja agora.
Em redor da capelinha viam-se, no chão, muitos bocados das famosas cavacas, e passavam por nós catadores, levando sacos recheados com esses bolos, e o guarda chuva bem grande!
Para quem não conhece a tradição, aqui deixo uma pequena explicação: As promessas dos devotos de São Gonçalinho, são pagas...em cavacas. Os promitentes levam a quantidade combinada com o Santo até ao topo da Capela, de onde lançam as ditas e os catadores "profissionais" das mesmas vão prevenidos com guarda-chuvas, que abrem e viram ao contrário, para as colectarem em quantidade! Eu cá preciso de comprar cavacas, numa das várias bancas de vendedores, porque a minha cabeça é  deveras sensível e elas são duras!
Às 22 horas estávamos já plantados no Largo da Praça do Peixe, onde permanecemos até à meia noite. Nesse espaço de tempo decorreu o espectáculo, pleno de brejeirice e muito animado, que vi inteirinho, garanto-vos que é verdade!
Ainda tive o gosto de encontrar por lá o meu sobrinho e uns primos, que, caso seja necessário, serão minhas testemunhas!
Hoje, ao contar aos pais, como gostámos do espectáculo da véspera, em que houvera várias concertinas, logo fomos chamados de ignorantes pelo meu pai, que, muito pormenorizadamente, nos disse as diferenças entre acordeões e concertinas. Afinal, sexta-feira, ouvimos tocar acordeões...


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Joana e Leonor


Esta foto, da Joana e da Leonor foi tirada este Mês, num dos poucos dias em que a babada da tia mais nova esteve em Portugal.
A Leonor tem a sorte de ter duas tias louquinhas pela (ainda) única sobrinha, e pressinto que a Benedita vai ter a mesma sorte!
Nada como a família, para nos conceder "aquele" aconchego...

domingo, 26 de dezembro de 2010

E estamos quase na passagem do ano...


O frenesim que nos possuíu, nos dias anteriores ao Natal, a consoada em família, a oferta e o recebimento das prendinhas, já lá vão, e, para grande parte das pessoas, a viagem de regresso a casa, também já se efectuou. Agora estamos a pensar na passagem de ano, e, cheios de boas intenções, fazemos promessas, a nós próprios,  para o novo ano, as quais, pelo menos a maior parte, seguramente, não iremos cumprir! Mas, fica a boa vontade!
Fora de brincadeiras, devo dizer-vos que, pela minha parte, vou tentar que o espírito natalício me persiga pelo novo ano...vamos ver no que dá!

Um bom ano para todos vós!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Ausência


Tenho andado algo ausente deste meu cantinho, mas as ocupações têm sido muitas! Não, não estou a brincar! É certo que me encontro aposentada, mas o tempo gasta-se a uma velocidade estonteante. Resolvi pegar nos posts "vivências de uma escriba", de maneira a escrever um conto, para participar num concurso, e é uma matéria que me leva muitas horitas, porque encontro sempre algum acerto a fazer, e ainda não está concluído. Depois conto-vos o desenvolvimento! O "bichinho" da escrita não me larga.
Mas hoje, dia em que completo 54 anos, resolvi dar aqui um pulinho! Começaram bem cedo, os miminhos que tenho recebido, e que sabem bem a uma senhora de meia idade, eh!eh!eh!.
Quanto ao meu conto, vai precisar de votos...

sábado, 4 de dezembro de 2010

Residentes nos Aeroportos


Causa-me muita impressão, saber que existem pessoas, que  (sobre)vivem nos aeroportos! O seu número parece ter tendência a aumentar. Para os menos atentos, até passam despercebidos, no meio do vai-vem dos passageiros e acompanhantes. Há dias, estava um, estendido num banco de um aeroporto, com uma camisola a cobrir-lhe o rosto, penso que, a dormir. Um trolley pequeno, em cima do qual se empoleirava um saco de supermercado, escancarado, com restos de comida, onde pousava uma das mãos, constituíam toda a sua "bagagem". A confirmação de que se tratava de um sem abrigo, foi-me dada por já quem o conhece. E eu, que estava pouco satisfeita, por ter abandonado o meu leito quentinho, de madrugada, e ingerido um bom pequeno-almoço, à pressa, no aconchego da minha cozinha, para ir apanhar um voo que me levaria para uma semana de férias, num local do meu agrado, senti então um desconforto enorme...
 

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