terça-feira, 8 de março de 2011

Leonor, a Sevilhana


Não resisti a deixar-vos neste meu cantinho uma foto da neta que se vestiu de Sevilhana, na segunda-feira. A seu lado está um um super-homem (o Rodrigo), seu amiguinho no Infantário. Pena temos que a pequena continue a não consentir ganchos nem fitas no cabelo, porque até lhe tinha arranjado umas camélias vermelhas (não me perguntem se as surripiei nalgum jardim que eu não respondo)!

sábado, 5 de março de 2011

Vivências de uma Escriba


Brandia a bengala e batia com ela no balcão enquanto gritava para algum elemento do público que o tinha enervado: "ponha-se na rua porque quem manda nesta casa sou eu. Estou cá a trabalhar desde os 12 anos". A Maria assistiu a vários episódios do género, comandados por um Escriba de certa idade, que mancava e considerava a Repartição um feudo seu. Estava 1974 prestes a dar lugar a novo ano e a então praticante nos Serviços sentia-se intimidade com a figura descrita.
A Maria recebia instruções para entrar antes da hora, juntamente  os  elementos efectivos, para dactilografarem documentos a extrair de uns livros enormes, visto a máquina de fotocópias não reduzir o tamanho das letras, e após a abertura ao público havia que ir para o atendimento. Nesse período, em que a porta se encontrava cerrada, conversava-se um pouco, mas não quando o senhor da bengala estivesse presente. Dizia ele que na Repartição não se podia falar sobre a vida particular, muito embora se estivessem a fazer horas extraordinárias sem qualquer pagamento!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Vícios meus


Tenho o vício de ir ao campo apanhar flores, quando as há, como hoje (ver foto). Caso não encontre nada florido colho uma haste de eucalipto, pinheiro, enfim de algo oferecido pela natureza, que irá morar numa das jarras espalhadas pela casa, mesmo que não seja a minha...
Ponho sempre uma ou duas gotas de lixívia na água, que conseguirão prolongar a vida das minhas colectas e, simultaneamente, evitam que a água deite mau cheiro.
Vícios meus...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

passarinhos a adivinhar a chegada da Primavera




O domingo, por aqui, teve um sol bonito e um vento desabrido, gélido. Os passarinhos  andavam numa grande azáfama, chilreando e voando de árvore em árvore. Quando fui passear a Íris, tive oportunidade de observar muitos: pardais, rolas, melros e mais uns quantos que, na minha ignorância, não consegui identificar. As árvores de folha caduca estão repletas de rebentos, algumas até de flores. Não haja dúvida de que o Inverno está a despedir-se para dar lugar à estação do ano que representa o renovamento e sabe bem ver os indícios dessa transição. É evidente que ainda vem aí muito frio, muita chuva e muito vento, elementos esses intercalados com dias de sol para nos aquecer a alma. Depressa haverá muitos ninhos albergados nos galhos das árvores, nos quais serão depositados ovos dos quais surgirão pequenos passarinhos, e as flores que forem nascendo transformar-se-ão em frutos para nos deliciar o paladar...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Voltou o "Mocinho"!



O danadinho do Mocinho andava desaparecido há algum tempo. Eu andava preocupada, porque não sabia do paradeiro da tartaruga que mora na varanda da minha cozinha, onde tem um recipiente com água do poço, a que junto cálcio, mudada quase diariamente, na qual come, saindo e entrando quando lhe apetece, porque a altura da caixa plástica a isso se presta. Nessa varanda habita também uma pequena oliveira, que me ofereceram juntamente com outra que pus no canteiro, quando fiz 50 anos. A da varanda está numa caixa plástica mais alta do que a do Mocinho e costumava estar num canto. Suspeito que o bicharoco tenha conseguido trepar para junto da pequena árvore, após o que "voou" para o pátio, tendo possivelmente permanecido no canteiro até que conseguiu sair pela grade que circunda o recinto!
Esta tarde, um vizinho toca-me à campainha e perguntou-e se eu não tinha uma tartaruga grande desaparecida. O Sr. Silva e a D. Ângela sabem da minha paixão por animais e, quando um senhor lhes disse ter encontrado aquela tartaruga na nossa rua, logo pensou que seria cá de casa!
Resultado, o Mocinho já tomou um belo banho de chuveiro, porque vinha muito sujo. Verifiquei que, felizmente, não tem nenhum ferimento e tratei de mudar a caixa da oliveira para longe das paredes da varanda, para evitar nova fuga.
Agradeço ao funcionário da Chronopost que encontrou o bichinho na rua e teve o cuidado de o deixar bem entregue. Bem haja!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Beira de estrada


Na comunicação social vai-se denunciando o que se passa neste cantinho à beira mar plantado com esse flagelo social, que grassa a olhos vistos, a que se costuma chamar a profissão mais antiga do mundo - a prostituição!
Mas certo é que, por mais redes de exploração que sejam desmanteladas (serão mesmo?), continuamos a ver, na beira de estrada, senhoras que emprestam o corpo a troco de uns euros, dinheiro esse que passará para os bolsos de quem entende ser "o dono" desses corpos!
Penso que todos nós temos culpa na matéria. Por mim falo. Junto de uma ponte para os lados de Cacia, todos os fins de semana, quer faça chuva, quer faça sol, lá estão as figurantes do filme repetido, e eu, intranquila, baixo os olhos ao passar por elas!
Consigo imaginar as doenças que  importarão, e exportarão, nos convívios íntimos tidos no pinhal, e as pressões psicológicas a que estão sujeitas, além dos maus tratos físicos.
Ainda no sábado passado parou uma motoreta junto de uma senhora de calções reduzidos, pese embora o intenso frio que se fazia sentir, a qual se sentou no precário veículo que se dirigiu para o matagal.
Não estou a falar das acompanhantes de luxo, que certos programas de televisão promoveram a profissionais de sucesso, mas sim das suas exploradas companheiras de trabalho de beira de estrada!

E nós limitamo-nos a baixar os olhos...

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Interdita de abrir o frigorífico!


Interdita de abrir o frigorífico cá de casa, é o meu estado de hoje!
Não foi resultado de sentença judicial, mas sim da vontade da neta, que com os seus 21 meses tem de estar sempre debaixo de olho, e, para conseguir cozinhar trouxe-lhe uma manta e alguns brinquedos para a cozinha. A miúda tratou de os encostar ao frigorífico, e não queria que eu os desviasse para ter acesso ao mesmo. Tenho provas da minha impossibilidade de abrir o dito...basta ver a foto acima!
 

Term of Use

conversaqui Copyright © 2009 Flower Garden is Designed by Ipietoon for Tadpole's Notez Flower Image by Dapino