terça-feira, 2 de agosto de 2011

botões fugitivos


O meu dia começou com trovoada no quarto de dormir!

O marido ia vestir uma camisa, verificou que lhe faltava um botão no colarinho e daí começou a dita tempestade!

Cá em casa os botões, sobretudo os das camisas, são fugitivos e após lavagem, secagem e passagem a ferro, muitas vezes a roupa ingressa no roupeiro com falta dos ditos, estranhando eu como é que, principalmente ao engomar, a pessoa que executa essas tarefas não se apercebe disso!

Ora eu, com grande pena minha, sou uma inapta no que concerne a costura e pregar um botão torna-se-me complicado. Hoje, no local onde tinha morado o tal faltoso, não encontrei apenas os furos da linha que o tinha segurado, mas antes o tecido esgaçado, o que exigiu que eu cerzisse a cratera antes de pegar na agulha e linha após ter ido ao frasco onde coloco qualquer botão que encontre, sim porque eu até gosto de coleccionar esses objectos! Dedal não consigo usar. Tenho montes deles, alguns trazidos por pessoas amigas como recordação de viagens, mas os meus dedos não se dão com nenhum, levando à conta disso umas picadelas. Para enfiar a linha na agulha tenho de tirar os óculos e fazer múltiplas tentativas, depois para domar a linha vejo-me aflita. A velhaca, que bem tento esticar, dá nós e embaraça-se, eu tiro os nós que teimam em voltar!

Certo é que superadas as minhas dificuldades, a camisa já está na cruzeta, com todos os botões a que tem direito...não sei é por quanto tempo!

Gostava de ter oportunidade de tirar um mini curso de costura, até porque ideias não me faltam e babo-me toda em frente das montras das lojas de tecidos, trazendo  retalhos quando caio na tentação de entrar...





quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ela é pequena mas temperamental!




O estafermo da cadela loira cá de casa, que não chega a atingir 5 Kgs de peso, está sempre pronta a meter-se em sarilhos o que significa que eu também fico ensarilhada. Esta manhã, vínhamos as duas no passeio e fomos ultrapassadas por uma senhora que se dirigia para o cemitério, toda trajada de preto, com saia  rodada até aos pés; a Íris, sem mais nem menos, investiu contra a indivídua que felizmente se apercebeu a tempo e a enxotou só por gestos sacudindo a saia. Pedi desculpa à ofendida que esboçou um sorriso continuando o seu caminho sem proferir palavra e repreendi a Íris a qual me olhou com um modo velhaco já meu conhecido e que significa que estou a perder a minha mocidade quando lhe ralho por atacar pessoas, porque quando embirra com alguém (sendo certo que tal acontece muitas vezes) investe qual touro contra um pano vermelho.
Quanto à senhora, de lenço na cabeça e vestes compridas (tudo negro) com quem a cadela implicou hoje, foi de uma delicadeza incrível!

Ela é pequena mas temperamental!



terça-feira, 21 de junho de 2011

Verão


Tirei esta foto ao meu marido, no Cabo Carvoeiro, no penúltimo fim de semana. Seleccionei-a para este post porque nela figura o mar, e pela camisa de manga curta nota-se que está bom tempo. Estávamos a chegar ao Verão, que começa hoje e que saúdo!
Bom Verão para todos vós.
Comemora-se também hoje o dia Internacional do Skate. Confesso que admiro o chamado Skating Board (se estiver mal escrito desculpem-me), embora eu nunca tenha posto um pé em cima de um skate, porque o resultado seria certamente desastroso...











domingo, 19 de junho de 2011

Physalis do meu canteiro


Já lá vão uns bons anos quando em férias,  num mercado da Ilha de São Miguel,  vi  pela primeira vez frutos iguais aos da foto deste post, cujo nome perguntei e achei esquisito. No Continente, pelo menos cá pelo Norte, ainda não tinham sido introduzidos. Hoje  encontram-se nas grandes superfícies e nas confeitarias, sendo utilizados nestas últimas na decoração de bolos, papel que desempenham na perfeição.
Ora bem, os Physalis (assim se denominam), da foto acima foram colhidos no meu canteiro, que, apesar de minúsculo, recebe todas as plantas que lá vou pondo, de modo que está uma verdadeira selva! Sempre que arranjo uma plantinha do meu agrado (e são-no quase todas), tenho de inventar uma clareira no meio das plantas aí residentes, ao mesmo tempo que digo para mim própria que será a última locatária do meu pedacinho de terra, sabendo que não será assim, porque as pessoas minhas conhecidas sabem do meu fraco por vegetais. A mãe dos frutos da foto veio dos lados de Vila do Conde, trazida por uma amiga...

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vegetais, bactérias letais e o estado deplorável da agricultura portuguesa


A propósito dos legumes aparecidos na Alemanha contaminados com uma bactéria feroz, ouvi hoje na rádio que em Portugal, as autoridades competentes procederam a análises a pepinos oriundos da Espanha e concluíram que os ditos estavam desprovidos das tais bactérias agressivas.
Não vou dissertar sobre a naturalidade da bactéria em causa. Possivelmente nunca vai ser conhecida, mas questiono-me: será que o nosso País não tem condições para assegurar o consumo interno de pepinos e de outros legumes? Será que a importação dos mesmos é mesmo necessária? Não me acredito em tal. A que estado deplorável chegou a nossa agricultura...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

olha uma môca, vó!


A neta mais velha, que completou dois aninhos recentemente, surpreende-me diariamente com a sua capacidade de observação e vocabulário vasto para a idade! Há dias, ao levá-la para a escolinha, disse-me: "olha uma môca, vó!". Olhei para o chão, para onde apontava o dedito, e vi uma formiguinha caminhando placidamente. Tratei de elucidar a miúda quanto ao nome  do insecto e, mais tarde, quando avistámos moscas tentei mostrar-lhe as diferenças entre as duas espécies. A pequenota ouviu, mudou de tema e  pensei que não tinha ligado nada à minha explicação. Hoje, na ida para o Infantário,  disse-me: "olha uma fumiga, vó". Olhei e era mesmo uma formiga...

Parece-me que estou a ouvir dizer qualquer coisa como "avó babada!"

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Largo de Stªa Apolónia, Malta, Vila do Conde


Esta semana passei num local situado num meio rural junto ao mar - Malta, Vila do Conde. Esbugalharam-se-me os olhos com uns tentadores expositores  no exterior de um estabelecimento, que continham inúmeras espécias de viçosas plantinhas minúsculas prontas a transplantar (tentadoras, as marotas!). Como é óbvio, apetecia-me acartar uns quantos exemplares de cada, mas o meu pequeno canteiro está lotado, além de que tenho passado muito tempo fora de casa, de modo que os velhacos dos maracujás têm-se apossado  de tudo o que é planta aí residente. Já nem vejo o pobre do loureiro coberto pela folhagem e por flores dos invasores! Preciso mesmo de  dar por lá umas valentes tesouradas. Mas, voltando ainda o sítio do qual falava, em frente à loja das plantas existe um largo povoado por oliveiras, junto aos pés das quais foram plantadas roseiras trepadeiras que se abraçaram aos troncos das árvores e as rosinhas espalham um aroma inconfundível que se consegue sentir à distância!
Presumo que o ajardinamento desse espaço seja da esfera da Junta de Freguesia local que está de  parabéns. A idéia  pode muito bem ser plagiada noutros pontos do País. Temos tantos largos ao abandono onde poderiam coabitar árvores de fruto e trepadeiras lindas e odoríficas!







 

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