sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O tempo passa por nós e esquecemo-nos dele...


É raro lembrar-me que, embora não o veja passar por mim, o tempo não me esquece, esquecendo-me no entanto eu dele...
Ainda hoje, ao passar por uma criancinha, neta de uma das minhas companheiras de brincadeiras de infância (brincávamos às escondidas, à macada e à apanhada na zona da beira-mar de Aveiro, em ruas não pavimentadas e onde era raro passar um automóvel), disse-lhe: "sabes que conheço a tua mãe?". O pai da menina, que a acompanhava ao Infantário, assim como eu o fazia com as minhas netas, olhou para mim com ar suspeito, certo de nunca de me ter visto a falar com a  mulher, ou tão pouco  ser referida por ela, sendo seguro que nunca conheci a nora da minha amiga dos tempos idos! Enfim, resolvi dizer à pequenota que depois lhe explicava melhor a situação, porque, após ser ajudada pela minha filha, mãe uma coleguinha de sala da miúda, lá consegui atingir a realidade - a senhora que conheço é avó e não mãe da criança!

Só para entenderem melhor, há muitos anos que não temos tido qualquer contacto, eu e a referida moçoila da minha idade. A vida empurrou-nos a mim, para os lados da Invicta e a ela para o sul do País, e agora temos filhos e netos a residirem para os lados onde morávamos há décadas atrás!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

CC, ex CU


Tive hoje conhecimento de uma lacuna grave existente no nosso amado Cartão do Cidadão, ex-Cartão Único, que transtorna a vida de muitas pessoas de parcas posses, as quais, por desconhecimento e falta de alerta, acabam  por dispender muito mais dinheiro do que o devido com os medicamentos...se é que os trazem das farmácias! O querido Cartão, no referente à identificação no nº de utente do Serviço Nacional de Saúde, omite pura e simplesmente a situação de quem tem isenção da taxa moderadora! Como é evidente, os Snrs. Drs. responsáveis pelo projecto do Simplex (tão Complicadex) são sabedores do facto citado, mas ainda nada fizeram no sentido de colmatar essa falta...afinal também eles dependem  das ordens de Entidades Superiores...e mais não refiro a não ser: "mal de quem precisa", como sapientemente diz o povo. Revoltante, não é?

sábado, 20 de agosto de 2011

Íris, a minha rena


Tencionava escrever um post dedicado a outro tema, mas ao procurar a foto para lhe colocar, passei por esta e aqui fiquei!
A Íris não gostou nada da brincadeira, quando num certo Natal uma das minhas filhas lhe pôs as hastes de rena oferecidas por uma marca de ração canina, e até tentou morder, mas não se safou de ficar com elas para tirarmos fotos. A fulaninha detesta que se riam dela e a nossa sorte é que tem porte pequeno, pesando apenas 4,5 Kg. Nem quero imaginar se fosse uma cadela grande e possuísse o mesmo temperamento irrascível! Esta semana foi ao veterinário e a consulta foi integralmente efectuada com açaime posto na paciente que neste momento está deitada em cima dos meus pés e, para minha sorte, não sabe que estou a mostrar-vos esta foto...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

As minhas colheitas


Eis a colheita que efectuei hoje no meu minúsculo canteiro: maracujás e malaguetas. Os primeiros, após bem maduros, ficam com a  casca enrugada e têm a polpa dulcíssima, até parece que foram criados num país tropical e as malaguetas cumprem bem o seu dever, ou seja, são picantes. E foi com estes frutos que compus a fruteira residente no centro da mesa da cozinha; gosto da mistura da cor de beringela dos maracujás e do vermelho alaranjado das malaguetas. Alegra o meu "laboratório culinário"!
Caso alguém queira, para semente, algum destes espécimes, estou pronta para doar, o que  já aconteceu tanto no ano passado como agora. As malaguetas são muito giras, tendo o formato de um pequeno sino. Sei que são de origem chinesa e já soube o nome delas, mas, de momento, não me recordo.
Parece-me que os frutos referidos se dão bem com a falta de rega, porque as respetivas plantas estão carregadíssimas e, por motivos que não interessam à história, têm sido muito pouco regadas...

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Parque de Aveiro



A foto acima mostra-me com a netinha mais velha, de quase 27 meses, no parque de Aveiro, onde a pequenita se divertiu a deitar pão seco aos patos e peixes que povoam o lago de águas turvas. Sou leiga na matéria mas parece-me que esse lago carece de intervenção por parte das entidades competentes a fim de recuperar a sua dignidade e conter água mais límpida. A chamada casa de chá do parque não exerce essas funções e, embora me pareça albergar qualquer Serviço, está num estado precário. Lamento porque o edifício é deveras bonito e, devidamente tratado, podia ter as portas abertas como casa de chá, biblioteca ou outro merecido destino.
A “Veneza Portuguesa”, com toda a sua beleza, não deveria deixar o seu parque degradar-se, mas antes mantê-lo em condições que atraiam não só os habitantes da cidade como os turistas. É que Centros Comerciais proliferam por todos os lados, mas espaços verdes escasseiam, e, no caso, não se trata de construir um, mas apenas de não o deixar morrer…
A netinha mais nova, que brevemente completará 5 meses, também teve direito a ir ao parque!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

botões fugitivos


O meu dia começou com trovoada no quarto de dormir!

O marido ia vestir uma camisa, verificou que lhe faltava um botão no colarinho e daí começou a dita tempestade!

Cá em casa os botões, sobretudo os das camisas, são fugitivos e após lavagem, secagem e passagem a ferro, muitas vezes a roupa ingressa no roupeiro com falta dos ditos, estranhando eu como é que, principalmente ao engomar, a pessoa que executa essas tarefas não se apercebe disso!

Ora eu, com grande pena minha, sou uma inapta no que concerne a costura e pregar um botão torna-se-me complicado. Hoje, no local onde tinha morado o tal faltoso, não encontrei apenas os furos da linha que o tinha segurado, mas antes o tecido esgaçado, o que exigiu que eu cerzisse a cratera antes de pegar na agulha e linha após ter ido ao frasco onde coloco qualquer botão que encontre, sim porque eu até gosto de coleccionar esses objectos! Dedal não consigo usar. Tenho montes deles, alguns trazidos por pessoas amigas como recordação de viagens, mas os meus dedos não se dão com nenhum, levando à conta disso umas picadelas. Para enfiar a linha na agulha tenho de tirar os óculos e fazer múltiplas tentativas, depois para domar a linha vejo-me aflita. A velhaca, que bem tento esticar, dá nós e embaraça-se, eu tiro os nós que teimam em voltar!

Certo é que superadas as minhas dificuldades, a camisa já está na cruzeta, com todos os botões a que tem direito...não sei é por quanto tempo!

Gostava de ter oportunidade de tirar um mini curso de costura, até porque ideias não me faltam e babo-me toda em frente das montras das lojas de tecidos, trazendo  retalhos quando caio na tentação de entrar...





quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ela é pequena mas temperamental!




O estafermo da cadela loira cá de casa, que não chega a atingir 5 Kgs de peso, está sempre pronta a meter-se em sarilhos o que significa que eu também fico ensarilhada. Esta manhã, vínhamos as duas no passeio e fomos ultrapassadas por uma senhora que se dirigia para o cemitério, toda trajada de preto, com saia  rodada até aos pés; a Íris, sem mais nem menos, investiu contra a indivídua que felizmente se apercebeu a tempo e a enxotou só por gestos sacudindo a saia. Pedi desculpa à ofendida que esboçou um sorriso continuando o seu caminho sem proferir palavra e repreendi a Íris a qual me olhou com um modo velhaco já meu conhecido e que significa que estou a perder a minha mocidade quando lhe ralho por atacar pessoas, porque quando embirra com alguém (sendo certo que tal acontece muitas vezes) investe qual touro contra um pano vermelho.
Quanto à senhora, de lenço na cabeça e vestes compridas (tudo negro) com quem a cadela implicou hoje, foi de uma delicadeza incrível!

Ela é pequena mas temperamental!



 

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