sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mudança de ano


Prestes a mudar de ano não vou fazer lista de planos porque já estou calejada e sei que, pelo menos a maoria deles, ficaria por concretizar. Triste, tenho a certeza que continuarei impotente para amenizar os dramas do quotidiano, que se arrastam desde sempre, ou quase sempre. Exemplos? Há tantos! Pessoas em situação de pobreza extrema, quais farrapos humanos, que vivem de modo inenarrável; animais errantes, doentes, esfaimados, sujeitos a atrocidades cometidas por seres, ditos racionais, desprovidos de valores morais, e por aí fora. Quem, nos últimos tempos, tenha ido aviar receitas de medicamentos, terá visto, como eu, velhinhos debilitados, com as prescrições médicas nas mãos, a perguntar ao farmacêutico quanto terão a pagar, e, em face da resposta, pedem ajuda para selecionar os medicamentos "mais importantes" para a sua (falta) de saúde; E a fome, declarada ou envergonhada, que grassa por aí? Não me venham com a conversa de que os restaurantes de luxo estão à pinha, porque os stands de automóveis também não têm mãos a medir no referente aos carros de luxo, e há pessoas que não têm uns míseros euros  para comprar senhas ou passes de autocarros! Como diz o povo:  8 ou 80, só que tenho a impressão que este 8 tende a baixar para -0 e este 80 a aumentar para 800...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Estripador desconhecido, em Portugal


Com a polémica instalada nos últimos dias em torno de homicídios horripilantes, acontecidos há anos e nunca desvendados, em que as vítimas seriam, ao que consta, prostitutas, fiquei pasmada com o local onde habitava uma delas, às portas de Aveiro, onde ainda residem (ou vegetam?) os pais e uma irmã. Apareceu numa reportagem de um canal televisivo e não consigo apagar aquele cenário miserável da minha memória! Para quem não viu e não sabe, assim como eu não sabia, a morada é num casebre sem eletricidade e sem água canalizada, aparentando um dia a dia deveras difícil de ultrapassar. Parece-me que a Assistência Social precisa de passar por ali! É uma situação que nos envergonha a todos, enquanto seres humanos, e afinal estamos no mês no Natal...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Desaparecimento de Rui Pedro


Relativamente ao conhecido caso do desaparecimento do Rui Pedro, já muita coisa foi dita e escrita, o que não admira porque esse episódio não se passou propriamente ontem. Certo é que acabei de ouvir na televisão que um certo senhor se remeteu ao silêncio, no Tribunal, e pensei para com os meus botões que só pode estar afónico. Não haverá ninguém que lhe dê uma "mezinha" para acabar com essa falta de voz? É que está mesmo a precisar...

Seguramente que todos os que são pais e pessoas bem formadas conseguem sentir o prolongado sofrimento da família do malogrado rapazinho e somos obrigados a pensar que, em qualquer lugar, a qualquer hora, pode acontecer o mesmo a uma das nossas crianças, porque, por mais cuidados que se tenham, há sempre predadores à espreita!

Dá para meditar, não dá?


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fidelidade e generosidade


Há uma história verídica, que tenho seguido pelos jornais, e que me reconcilia um bocadinho com o mundo.
Algures, uma senhora foi a um Centro de Saúde, seguida pelo seu cão, que naturalmente ficou à porta, à espera. O estado de saúde da dona do canídeo era grave, de tal modo que saíu do Centro de Saúde numa ambulância e acabou por falecer, penso que num hospital. O cãozito aguardava assim a dona, porque não a viu sair. O pessoal lá da zona começou a espalhar a história, e uns alimentavam o animal, outros construíram-lhe um abrigo, e o bichinho continuava a esperar a sua malograda dona!
Li hoje que, finalmente, foi adotado por um casal.
A fidelidade e a generosidade transpiram neste caso...


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O tempo passa por nós e esquecemo-nos dele...


É raro lembrar-me que, embora não o veja passar por mim, o tempo não me esquece, esquecendo-me no entanto eu dele...
Ainda hoje, ao passar por uma criancinha, neta de uma das minhas companheiras de brincadeiras de infância (brincávamos às escondidas, à macada e à apanhada na zona da beira-mar de Aveiro, em ruas não pavimentadas e onde era raro passar um automóvel), disse-lhe: "sabes que conheço a tua mãe?". O pai da menina, que a acompanhava ao Infantário, assim como eu o fazia com as minhas netas, olhou para mim com ar suspeito, certo de nunca de me ter visto a falar com a  mulher, ou tão pouco  ser referida por ela, sendo seguro que nunca conheci a nora da minha amiga dos tempos idos! Enfim, resolvi dizer à pequenota que depois lhe explicava melhor a situação, porque, após ser ajudada pela minha filha, mãe uma coleguinha de sala da miúda, lá consegui atingir a realidade - a senhora que conheço é avó e não mãe da criança!

Só para entenderem melhor, há muitos anos que não temos tido qualquer contacto, eu e a referida moçoila da minha idade. A vida empurrou-nos a mim, para os lados da Invicta e a ela para o sul do País, e agora temos filhos e netos a residirem para os lados onde morávamos há décadas atrás!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

CC, ex CU


Tive hoje conhecimento de uma lacuna grave existente no nosso amado Cartão do Cidadão, ex-Cartão Único, que transtorna a vida de muitas pessoas de parcas posses, as quais, por desconhecimento e falta de alerta, acabam  por dispender muito mais dinheiro do que o devido com os medicamentos...se é que os trazem das farmácias! O querido Cartão, no referente à identificação no nº de utente do Serviço Nacional de Saúde, omite pura e simplesmente a situação de quem tem isenção da taxa moderadora! Como é evidente, os Snrs. Drs. responsáveis pelo projecto do Simplex (tão Complicadex) são sabedores do facto citado, mas ainda nada fizeram no sentido de colmatar essa falta...afinal também eles dependem  das ordens de Entidades Superiores...e mais não refiro a não ser: "mal de quem precisa", como sapientemente diz o povo. Revoltante, não é?

sábado, 20 de agosto de 2011

Íris, a minha rena


Tencionava escrever um post dedicado a outro tema, mas ao procurar a foto para lhe colocar, passei por esta e aqui fiquei!
A Íris não gostou nada da brincadeira, quando num certo Natal uma das minhas filhas lhe pôs as hastes de rena oferecidas por uma marca de ração canina, e até tentou morder, mas não se safou de ficar com elas para tirarmos fotos. A fulaninha detesta que se riam dela e a nossa sorte é que tem porte pequeno, pesando apenas 4,5 Kg. Nem quero imaginar se fosse uma cadela grande e possuísse o mesmo temperamento irrascível! Esta semana foi ao veterinário e a consulta foi integralmente efectuada com açaime posto na paciente que neste momento está deitada em cima dos meus pés e, para minha sorte, não sabe que estou a mostrar-vos esta foto...
 

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