sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Íris, vai lamber as migalhas todas, JÁ


Após uma limpeza ao chão da casa, de uma ponta à outra, fui à padaria e à frutaria, e, carregada com os respetivos sacos, ao entrar na cozinha para arrumar os víveres, deparei-me com o chão salpicado com migalhas de bolo de arroz, cujo resto estava num pratinho em cima da mesa, em volta do qual jazia outra migalhada! Não tive qualquer dúvida em relação aos direitos de autor de tal trabalho, de modo que chamei a netinha mais velha, que brincava (espalhava brinquedos) na sala, onde estava a sua maninha e uma tia a tomar conta dos diabretes, e disse de minha justiça: bla, bla, bla...chão todo sujo, acabado de limpar e que teria de ser limpo novamente, bla, bla, bla...
A pequenota, que vai completar 3 anos em Maio, não me respondeu, e virou-se para a cadela da família, de dedo em riste, e, em voz alta, ordenou-lhe: Íris, vai lamber as migalhas todas, JÁ.
Que fazer num caso destes? Ri-me como uma perdida...e fui tratar de pôr a cozinha em ordem!











terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Utentes do Serviço Nacional de Saúde, sem médico de família


Considero que o assunto que vou focar aqui é do interesse de muitos portugueses, sobretudo dos que têm parcos recursos económicos e não beneficiam de quaisquer subsistemas  ou de seguros de saúde.
Já sabia que havia muitos utentes do Serviço Nacional de Saúde, sem médico de família (a minha mãe, por exemplo), tendo de recorrer às chamadas consultas de recurso, que, no caso, nem sequer são efetuadas na freguesia da residencia, e a pessoa em causa ter dificuldade de se deslocar de autocarro, devido a falta de equilíbrio e dores nos joelhos.
Quanto ao modo de se conseguir uma dessas consultas, nem vos conto! Só quem seguir os passos dados por orientação do Centro de Saúde é que ficará completamente elucidado, poderá é ficar sem conseguir a consulta necessária, mas isso são contas de outro rosário!
Nos últimos dias tenho visto na comunicação social de que, caso fosse efetuada uma "limpeza" no sistema informático do SNS, onde constam muitos utentes fantama, não restaria nenhum cidadão sem médico de família, o que, a ser verdade, me deixa sem palavras, porque é revoltante demais. Haja dó e comecem a limpar...

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mudança de ano


Prestes a mudar de ano não vou fazer lista de planos porque já estou calejada e sei que, pelo menos a maoria deles, ficaria por concretizar. Triste, tenho a certeza que continuarei impotente para amenizar os dramas do quotidiano, que se arrastam desde sempre, ou quase sempre. Exemplos? Há tantos! Pessoas em situação de pobreza extrema, quais farrapos humanos, que vivem de modo inenarrável; animais errantes, doentes, esfaimados, sujeitos a atrocidades cometidas por seres, ditos racionais, desprovidos de valores morais, e por aí fora. Quem, nos últimos tempos, tenha ido aviar receitas de medicamentos, terá visto, como eu, velhinhos debilitados, com as prescrições médicas nas mãos, a perguntar ao farmacêutico quanto terão a pagar, e, em face da resposta, pedem ajuda para selecionar os medicamentos "mais importantes" para a sua (falta) de saúde; E a fome, declarada ou envergonhada, que grassa por aí? Não me venham com a conversa de que os restaurantes de luxo estão à pinha, porque os stands de automóveis também não têm mãos a medir no referente aos carros de luxo, e há pessoas que não têm uns míseros euros  para comprar senhas ou passes de autocarros! Como diz o povo:  8 ou 80, só que tenho a impressão que este 8 tende a baixar para -0 e este 80 a aumentar para 800...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Estripador desconhecido, em Portugal


Com a polémica instalada nos últimos dias em torno de homicídios horripilantes, acontecidos há anos e nunca desvendados, em que as vítimas seriam, ao que consta, prostitutas, fiquei pasmada com o local onde habitava uma delas, às portas de Aveiro, onde ainda residem (ou vegetam?) os pais e uma irmã. Apareceu numa reportagem de um canal televisivo e não consigo apagar aquele cenário miserável da minha memória! Para quem não viu e não sabe, assim como eu não sabia, a morada é num casebre sem eletricidade e sem água canalizada, aparentando um dia a dia deveras difícil de ultrapassar. Parece-me que a Assistência Social precisa de passar por ali! É uma situação que nos envergonha a todos, enquanto seres humanos, e afinal estamos no mês no Natal...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Desaparecimento de Rui Pedro


Relativamente ao conhecido caso do desaparecimento do Rui Pedro, já muita coisa foi dita e escrita, o que não admira porque esse episódio não se passou propriamente ontem. Certo é que acabei de ouvir na televisão que um certo senhor se remeteu ao silêncio, no Tribunal, e pensei para com os meus botões que só pode estar afónico. Não haverá ninguém que lhe dê uma "mezinha" para acabar com essa falta de voz? É que está mesmo a precisar...

Seguramente que todos os que são pais e pessoas bem formadas conseguem sentir o prolongado sofrimento da família do malogrado rapazinho e somos obrigados a pensar que, em qualquer lugar, a qualquer hora, pode acontecer o mesmo a uma das nossas crianças, porque, por mais cuidados que se tenham, há sempre predadores à espreita!

Dá para meditar, não dá?


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Fidelidade e generosidade


Há uma história verídica, que tenho seguido pelos jornais, e que me reconcilia um bocadinho com o mundo.
Algures, uma senhora foi a um Centro de Saúde, seguida pelo seu cão, que naturalmente ficou à porta, à espera. O estado de saúde da dona do canídeo era grave, de tal modo que saíu do Centro de Saúde numa ambulância e acabou por falecer, penso que num hospital. O cãozito aguardava assim a dona, porque não a viu sair. O pessoal lá da zona começou a espalhar a história, e uns alimentavam o animal, outros construíram-lhe um abrigo, e o bichinho continuava a esperar a sua malograda dona!
Li hoje que, finalmente, foi adotado por um casal.
A fidelidade e a generosidade transpiram neste caso...


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O tempo passa por nós e esquecemo-nos dele...


É raro lembrar-me que, embora não o veja passar por mim, o tempo não me esquece, esquecendo-me no entanto eu dele...
Ainda hoje, ao passar por uma criancinha, neta de uma das minhas companheiras de brincadeiras de infância (brincávamos às escondidas, à macada e à apanhada na zona da beira-mar de Aveiro, em ruas não pavimentadas e onde era raro passar um automóvel), disse-lhe: "sabes que conheço a tua mãe?". O pai da menina, que a acompanhava ao Infantário, assim como eu o fazia com as minhas netas, olhou para mim com ar suspeito, certo de nunca de me ter visto a falar com a  mulher, ou tão pouco  ser referida por ela, sendo seguro que nunca conheci a nora da minha amiga dos tempos idos! Enfim, resolvi dizer à pequenota que depois lhe explicava melhor a situação, porque, após ser ajudada pela minha filha, mãe uma coleguinha de sala da miúda, lá consegui atingir a realidade - a senhora que conheço é avó e não mãe da criança!

Só para entenderem melhor, há muitos anos que não temos tido qualquer contacto, eu e a referida moçoila da minha idade. A vida empurrou-nos a mim, para os lados da Invicta e a ela para o sul do País, e agora temos filhos e netos a residirem para os lados onde morávamos há décadas atrás!
 

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