sábado, 1 de dezembro de 2012

O meu presépio




Esta tarde, estive a fazer o meu presépio, que, conforme já tinha dito, levaria vaca, (até tem duas), e burro, como sempre teve. As fotos acima são do mesmo. Também por lá andam muitas ovelhinhas, com os respetivos pastores. Penso que as netinhas irão gostar. Desapareceu-me  a estrela que guiaria os reis magos até ao Menino Jesus, mas não vou arranjar outra; tenho a certeza que eles encontram o caminho...

Violetas silvestres


Hoje recebi o raminho de violetas silvestres, que podem ver na foto; são estas flores, a par das papoilas, as minhas preferidas, embora não desgoste de outras quaisquer, tanto mais que aprecio igualmente plantas só com folhagem, desde que sejam naturais, condição essencial para que entrem cá em casa! Senti-me enternecida com as violetas, acreditem...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Vaca, Burro...e presépio


Segundo consta, o Papa descobriu que, no local do nascimento de Jesus, não existiam certos animais, tais como vacas e burros, pelo que achou por bem mandar retirá-los do presépio! Cá em casa vai continuar como sempre, tendo por detrás do menino Jesus, a vaquinha e o burro, que, com o seu bafo, ajudam a aquecer o recém nascido. Desde que me lembro, que, em princípios de Dezembro, a minha mãe levava-nos a mim e aos meus irmãos,  apanhar musgo, para depois de montar o presépio, o qual levava carreirinhos de areia, onde passavam os camelos, (que desconfio serem dromedários), dos reis magos, e também tinha um lago onde nadavam patinhos de plástico,  lago esse não era nem mais nem menos do que um espelho encaixado no musgo! Devo dizer-vos que a minha mãe, agora doente, era um poço de paciência! Depois, quando casei, juntamente com o marido, veio o presépio da sua infância, acondicionado numa caixa de madeira feita pelo meu sogro, que trabalhava numa serração. As figuras deste presépio foram adquiridas pela minha sogra, ao longo dos anos, com muita dificuldade; o ordenado do marido era curto, e não tinham outros recursos. Desde que vivemos em casa própria, é este presépio que é montado, sempre no início de Dezembro...e lá estão os animaizinhos agora abolidos pela Igreja, mas não por nós! Afinal existem tantas discrepâncias acerca desta festividade religiosa, que não é uma vaquinha e um burro de barro, pintados, já com algumas esmurradelas, que vou retirar do "meu" presépio. As  netinhas, particularmente a mais velha, vão delirar com o mesmo. Tenho é de pensar num local onde essas malfeitoras o vejam mas não lhe possam deitar a mão...

domingo, 11 de novembro de 2012

Frutos de outono



O Outono é muito generoso, no referente aos frutos com que nos brinda!
A foto acima mostra-vos uns dióspiros, que, quando bem madurinhos, são irresistíveis.
Há dias até me ri sozinha, ao vêr uma receita de doce destes frutos; é que é impensável confecionar esse doce  cá em casa, simplesmente porque, á medida que amadurecem são comidos de imediato. Começamos logo de manhã, ao pequeno almoço!
Hoje, dia de São Martinho, poderia ter escolhido  as castanhas para este post, mas, deliciada com um dióspiro acabado de ingerir, não resisti a prestar-lhes  uma homenagem, aqui neste meu cantinho virtual
Se eu tivesse um bocado de terreno, que não é o caso, uma das árvores que lá plantaria seria precisamente um diospireiro!

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O meu canário teve serviço de unhas ao domicílio!


O meu canário,  felizmente com longa longevidade, porquanto ronda os 13 anos, andava com as unhas enormes, a pedirem corte. Ora eu gosto muito do "Ponto", ou "Pontinho", nome que lhe deu a filha mais nova, que o mima imenso, quando vem a Portugal, chegando a trazer-lhe sementes da Suécia, mas, embora goste muito do passarinho, que me tem brindado com um belo canto, ao longo deste tempo, com alguns intervalos de mudez, e que, quando lhe levo um mimo, tal como  folhas de alface ou de espinafre, me agradece com um brilho especial nos olhos, brilho esse que aumenta de intensidade se forem barritas de cereais, imaginem que não consigo pegar-lhe, ou tão pouco tocar-lhe! Quanto ao  marido, no referente aos animais domésticos, põe-se de lado. Se for necessária alguma consulta veterinária, transporta-nos, a mim e ao animal, mas nem sequer assiste à consulta, logo nem pensar em  pedir-lhe para tratar das unhas do passaroco. Entretanto, em conversa casual com uma vizinha, disse-lhe que estava a pensar levar o canário a cortar as longas e curvilíneas unhas, e não é que a senhora, com uma valentia que lhe desconhecia, me respondeu que quem ia fazer esse serviço era ela! Questionei-a sobre a sua eventual prática na matéria, e sosseguei ao saber que é habitual fazer o mesmo a um passarinho que tem. Deste modo, o meu velhote "Pontinho", está mais confortável; teve a sessão de manicure, sem sair de casa; que luxo...

sábado, 13 de outubro de 2012

Exportação de jovens


Um casal de jovens, da zona do Porto, ambos bons profissionais, cada qual na sua área, com um filhote, estão a preparar as malas porque vão, dentro de dias, para Angola. A casa, construída com muito sacrifício, ainda tem pormenores por ultimar, mas é um ninho muito acolhedor, que escolheram para morar. Ele, filho único, cujo pai faleceu há pouco, tem sido o amparo moral da mãe. Agora abalam os três, casal e criança, para um país tão distante, deixando para trás a casa por acabar, e a família que precisa deles. Esquisito, não? E ainda por cima, bons trabalhadores, (eu conheço-os)!
Simples a explicação, tão simples como confrangedora: vão ser exportados, porque, no espaço de meses, ficaram os dois desempregados, primeiro ele e depois ela.
A realidade nua e crua é esta: portugal está a exportar os seus jovens talentosos...porra!
 

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Carro com casaco...




Aqui há umas semanas, a neta mais mais velha, que fez 3 anos em Maio, vinha de mão dada comigo; satisfeitas as duas, (tínhamos ido dar pão aos passarinhos que povoam as árvores do jardim), e questionou-me, com os olhos grandes e expressivos, muito sérios: "ó avozinha, porque é que aquele carro tem casaco?".
Confesso, que, de imediato, não vislumbrei a razão da pergunta, mas, olhando na direção do dedito espetado da menina, descobri o mistério e lá tentei explicar à garota a razão pela qual um vizinho, já de certa idade, tapa o carro, que também não é novo, com uma cobertura impermeável, que será da idade do veículo! 
Esse costume era normal, na minha infância, quando poucas pessoas tinham carro, e muito menos garagem. Com o passar dos tempos, caíu em desuso, daí o espanto da miúda. A mim fez-me pensar...
 

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